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Em situação de emergência, Cachoeirinha monitora novo risco de elevação do Rio Gravataí

Empresários no entorno da Praça do Ecoturismo temem prejuízos

Água recua na Praça do Ecoturismo, mas ainda há pontos alagados
Água recua na Praça do Ecoturismo, mas ainda há pontos alagados Foto : Marcel Horowitz

Não há bairros alagados na manhã deste sábado em Cachoeirinha, na Região Metropolitana, mas a previsão de chuvas deve gerar elevação no nível do Rio Gravataí e pode mudar o cenário. Há receio entre moradores de novos alagamentos no município, que, desde a última quarta-feira, está com decreto de situação de emergência em vigor. Devido ao extravasamento de um arroio, a ponte que faz divisa com a vizinha Esteio permanece bloqueada há mais de uma semana.

Por volta das 11h30min, a água havia recuado na Praça do Ecoturismo, mas ainda existem pontos alagados ali. A maior parte do pier voltou a ser acessível para visitantes e os bancos de madeira deixaram de estar submersos. O Rio Gravataí, porém, continua alto e dificulta a atividade dos pescadores.

Donos de empresas no entorno do local já adotaram medidas preventivas para tentar salvar bens e produtos. Cláudio Cífali, que é proprietário de um empreendimento na área de serigrafia técnica, ergueu o maquinário na tentativa de evitar prejuízos de um possível alagamento. O receio dele não tinha relação direta com o rio, mas com a falta de capacidade da rede de esgoto.

"O Rio Gravataí pode até inundar a Praça do Ecoturismo, mas dificilmente vai conseguir invadir o interior da empresa. O maior problema é a tubulação. Quando há inundações, a água sobe por ralos e banheiros. Foi justamente por isso que me antecipei e decidi colocar o maior número possível de máquinas em áreas mais altas da empresa”, disse o empreendedor.

De acordo com o Executivo Municipal, entre os dias 17 e 23 de junho, Cachoeirinha recebeu 150 milímetros de chuva, o que gerou desabrigados e alagamentos. A chuvarada acabou arrefecendo e, até o momento desta publicação, todos já tinham retornado para casa.

Conforme o prefeito em exercício, delegado João Paulo, a situação de emergência foi decretada para agilizar as ações da Defesa Civil e dos órgãos municipais na reconstrução de Cachoeirinha. A medida tem como foco trabalhos de prevenção, desobstrução de vias e suporte às famílias afetadas, com validade de 180 dias e permissão, se necessário, para desapropriações em áreas de risco.

Uma dos pontos críticos é a divisa entre Cachoeirinha e Esteio. A estrutura teve erosões após o Arroio Sapucaia extravasar e permanece bloqueada há mais de uma semana. na Região Metropolitana, gerando transtornos aos motoristas e moradores no entorno do Loteamento Meu Rincão, na Estrada do Nazário.

As obras para repavimentar a passagem começaram na última terça-feira, como parte de um processo que envolverá a aplicação do revestimento asfáltico e compactação. O meio-fio, que havia sido arrastado por água, já foi praticamente recolocado na posição original, mas os trabalhos não têm prazo de término.