Após a enchente que devastou o 4º Distrito, em Porto Alegre, empresários locais estão empenhados em reabrir seus estabelecimentos e recuperar os prejuízos. Contudo, as pilhas de entulhos nas ruas dificultam a retomada das atividades. O descarte de resíduos nas calçadas e vias atrapalha a circulação de pedestres e veículos, complicando ainda mais a situação.
Os comerciantes entendem que a demanda por limpeza é grande, mas questionam por que algumas vias estão livres de resíduos enquanto outras, como a rua Dr João Inácio, estão lotadas de entulhos, com pilhas se acumulando em ambos lados das calçadas.
Os proprietários do The Baron Pub e Entretenimento pretendem abrir a casa para tentar recuperar um prejuízo que gira em torno de R$ 50 mil. Eles avisaram nas redes sociais a retomada e estão preocupados de como os clientes. Diego Steffani diz que os entulhos são uma cicatriz visível da tragédia climática que a cidade está vivendo.
"Quem não vivenciou isso de perto, vai ter uma prévia do impacto”, disse afirmando que tem uma perspectiva bem negativa para o futuro, pois considera que os efeitos da enchente vão se prolongar pelos próximos meses, o que vai solicitar muita resiliência dos empresários.
Steffani ressaltou que a reabertura é “uma ação entre amigos, uma forma de trazer um pouco de vida e respiro para o 4º Distrito que há muito tempo se tornou esse espaço de integração.
Edson Prestes complementa lembrando que a escolha deles do local para abrir o espaço era pela promessa de que a área seria o lugar ideal para os empreendedores.
“Hoje nos deparamos com essa situação. Fomos um dos primeiros afetados pela enchente e estamos sendo os últimos a voltar pra casa”, lamentou destacando que quando os empresários da região achavam que estava tudo bem, após algumas limpezas, a região voltou a ser alagada e todo o trabalho precisou ser refeito.
Eles afirmam que já entraram em contato com os órgãos competentes, mas as solicitações para o recolhimentos estão demorando semanas.
“Eu acho que precisa se criar uma consciência de urgência para a criação de um sistema de contingenciamento. Sabemos que os fenômenos climáticos extremos são uma realidade. Baseado no ano de 2023, onde tivemos um fenômeno atrás do outro, temos medo de começar um processo de reconstrução e novamente chegue outro fenômeno extremo que dízima o pouco que conseguimos levantar. O poder publico precisa tomar medidas para evitar que os danos sejam maiores”, destacou Steffani.
Geradores para driblar falta de luz
A rede de estação de energia elétrica que atende a região da avenida Farrapos, no entorno do número 3682, também na região do 4º Distrito, não está funcionando devido a enchente. Para tentar solucionar o problema da falta de luz, a CEEE Equatorial instalou alguns geradores, mas a solução não tem gerado o resultado esperado pelos moradores.
Augusto Souza conta que foi instalado um gerador para abastecer o prédio que ele mora e o bloco do prédio vizinho, mas a solução da CEEE Equatorial esta deixando muito a desejar. Ele afirma que o gerador não é abastecido com a frequência que deveria e a luz falta com frequência. "É a terceira vez que falta luz em uma semana. Eles não têm um cronograma de abastecimento”, lamentou.
A CEEE Equatorial alega que a falta de luz foi pontual e solucionou o problema no local às 15h da sexta-feira. O cliente teria ficado sem energia das 12h30min até 15h.