Cidades

Encerrada greve dos terceirizados do Polo Petroquímico que garantiu melhorias à categoria

Além do reajuste salarial, categoria conquistou aumento no vale-alimentação, introdução de um auxílio para café da manhã e aumento no valor da cesta natalina

A nova proposta apresenta um aumento de 5% na correção salarial, superando o índice do INPC de 3,34%
A nova proposta apresenta um aumento de 5% na correção salarial, superando o índice do INPC de 3,34% Foto : Júlio Selistre / Sindiconstrupolo / CP

Os cerca de 2,5 mil trabalhadores terceirizados do Polo Petroquímico de Triunfo encerraram a greve, iniciada em 21 de junho, após assembleia da categoria realizada na quinta-feira. O movimento paredista foi deflagrado para pressionar avanços e melhorias na negociação com as empresas contratantes mediante campanha salarial 2024/2025. O retorno das atividades aconteceu depois de ser apresentada a nova proposta pela patronal, que garante importantes avanços em relação a pauta defendida pela categoria.

De acordo com o presidente do Sindiconstrupolo, Júlio Selistre, a proposta não atende a tudo o que os trabalhadores reivindicavam, mas foram apresentados avanços em importantes pontos. "A unidade e a disposição de luta dos trabalhadores, que realizaram um movimento justo, reconhecido inclusive pelo Judiciário como legal, mostrou às empresas que elas precisavam avançar. E foi isso que fez com que a assembleia deliberasse por encerrar o movimento paredista", pontuou ele.

A nova proposta, aceita pelos trabalhadores, ofecere um aumento de 5% na correção salarial, superando o índice do INPC de 3,34%, além de melhorias nos benefícios como aumento no vale-alimentação, introdução de um auxílio para café da manhã e aumento no valor da cesta natalina. "Isso é uma demonstração da mobilização da categoria e de todo trabalhador terceirizado. Forte e unido. O sindicato juntamente com seus trabalhadores, não baixou a guarda. Fomos à luta para avançar na melhor proposta para os trabalhadores", destacou o presidente do Sindiconstrupolo.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores, Amarildo Cenci, elogiou a determinação dos trabalhadores em não ceder à pressão dos empregadores. "Temos que achar caminhos para diminuir a exploração da patronal e não aceitar intimidações", comemorou. O presidente do Sindipolo, Ivonei Arnt, disse que a greve foi fundamental para assegurar condições dignas de trabalho. "Aqui tem sindicato e tem organização. Foram dias de muita luta e muita determinação." Júlio Selistre pondera que a greve não apenas resultou em ganhos concretos para os trabalhadores, mas também fortaleceu o movimento sindical na região, demonstrando a importância da união e da luta coletiva na defesa dos direitos trabalhistas.