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Encerrando painel sobre supervisão do RS, Eduardo Leite defende medidas “além das politicamente convenientes” aos gestores públicos

Governador encerrou dia de debates do RS Mais Forte, no Instituto Caldeira

Governador encerrou tarde de debates
Governador encerrou tarde de debates Foto : Fabiano do Amaral

Representantes de diversos segmentos da administração pública e de entidades privadas participaram da conferência RS Mais Forte, nesta quarta-feira, 7, para discutir as consequências da enchente histórica de maio de 2024 no RS. O encontro, organizado pelo Instituto Caldeira em Porto Alegre, contou com aproximadamente 500 pessoas. Entre os palestrantes serviu o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que encerrou os debates com uma fala mais incisiva sobre o papel dos agentes públicos na recuperação do Estado.

"Não adianta colocar diques para uma falsa sensação de segurança, para ficarmos politicamente confortáveis ​​de que as obras estão acontecendo, e ali na frente dos sistemas não suportam o que venha a acontecer. Serão bilhões de reais investidos. Leva um tempo para implementar novos sistemas" disse Leite.

O governador também comentou sobre o andamento de projetos como a dragagem de canais e a conclusão de rodovias e obras de arte destruídas durante as fenômenos climáticos, Defesa Civil e novos sistemas de proteção contra cheias em todo o Estado.

Leite finalizou destacando ações do Plano Rio Grande, programa de transporte financeiro para a ajuda financeira lançado após a enchente. Ele defendeu que a medida seja transformada em política de Estado, não sendo encerrada, portanto, ao fim da gestão atual no Piratini.
"É um plano para as pessoas. Não é do governo, não é do Estado. Este plano pode ser aprimorado, deve ser aprimorado", encerou.

O RS Mais Forte conta ainda com a presença do prefeito da Capital, Sebastião Melo, do secretário municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade de Porto Alegre, Germano Bremm, do presidente do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), Bruno Vanuzzi, do diretor executivo do Instituto Caldeira, Pedro Valério, e do CEO da Vakinha, Luiz Felipe Gheller.

Agenda

O governador cumpriu três agendas no Instituto Caldeira. O primeiro foi a assinatura do termo de compromisso para projetos de assistência, parte de uma parceria público-privada. No último compromisso, acompanhou o lançamento do livro Nasce um Novo Rio Grande do Sul, do fotógrafo Leonid Streliaev.