Segundo o presidente da associação e coordenador setorial do Carnaval, Noé Oliveira da Silva, a intenção é dialogar. “Caso não tenhamos uma resposta satisfatória do poder público, buscaremos na Justiça, via Associação e Conselho Municipal de Cultura e Turismo, uma medida cabível.” Segundo ele, o cancelamento afeta diretamente mais de 450 pessoas. “Canoas tem seis escolas do Grupo Especial e mais quatro do Grupo de Acesso.”
Na quarta-feira, o Conselho de Cultura do município enviou documento à administração pedindo reconsideração da decisão. Segundo a presidente do Conselho, Raquel Durigon, é preciso que o poder público enxergue que o Carnaval é Patrimônio Imaterial Internacional. O Conselho Estadual de Cultura também se manifestou, avaliando que o evento é o agente da cidadania e não objeto.
A prefeitura esclarece que a decisão de não destinar recursos públicos para o Carnaval é definitiva. Informa que, contudo, as Secretarias Municipal da Cultura e do Turismo e de Projetos, Captação e Monitoramento estão buscando verba de patrocínios para tentar viabilizar não apenas o Carnaval como também os outros eventos que foram cancelados e os demais que constam na programação cultural de Canoas. O colegiado e a associação dos carnavalescos também buscam patrocínio.