Os danos provocados pela enchente de maio ainda são visíveis em Porto Alegre, não apenas nas paredes de casas e prédios, mas também nas ruas, que se tornaram o local de abandono de veículos afetados pelas águas. Esse cenário representa um problema ambiental e sanitário alarmante. Os carros abandonados não só poluem o meio ambiente, mas também podem se tornar focos de mosquitos e roedores, além de incomodar os moradores dos bairros.
Sandra Vieira, residente do bairro Humaitá, expressa seu descontentamento com a situação. Ela relata um incidente no início de junho, quando um carro foi retirado de uma casa inundada e deixado no meio da rua, obstruindo o tráfego de pedestres e veículos. Sem a intervenção da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), os moradores tiveram que remover o veículo para liberar a via. “Isso é um desleixo tanto do proprietário quanto da comunidade. Os moradores se reuniram para tirar o carro dali, mas não sabemos quando será retirado definitivamente,” lamenta Sandra.
A EPTC é responsável por fiscalizar e coibir o abandono de veículos sem condição de rodagem nas vias públicas de Porto Alegre. O órgão revela que está sendo feito um levantamento de veículos por região. E que permanece realizando vistorias e contatando os proprietários dos veículos abandonados. Mas que posteriormente será dado um prazo de recolhimento e, caso não seja cumprido pelos proprietários, será aplicado o protocolo previsto no Código de Trânsito Brasileiro que prevê a remoção e encaminhamento para depósito.
Para denunciar veículos em situação de sucata ou abandono, os cidadãos podem entrar em contato com a Central de Atendimento 156, pelo app 156+POA ou pelo formulário eletrônico disponível na Carta de Serviços da Prefeitura.