Equipes iniciam processo de limpeza e revitalização do Hospital de Pronto Socorro de Canoas

Equipes iniciam processo de limpeza e revitalização do Hospital de Pronto Socorro de Canoas

A severa enchente de maio atingiu o primeiro andar da instituição de saúde destruindo todos os setores do térreo, bem como equipamentos, mobiliário e documentação

Fernanda Bassôa

As próximas etapas incluem a revisão completa das redes de gases, hidráulica e elétrica, além da desinfecção

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Começou nesta semana o trabalho de limpeza e revitalização do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) após as enchentes de maio que devastaram as cidades do estado. Durante o pico das inundações, cerca de 400 pessoas, incluindo pacientes, colaboradores e membros da comunidade local - que procuraram abrigo no hospital - foram resgatadas na madrugada de 4 de maio. Destes, 100 eram pacientes que tiveram que ser removidos emergencialmente e transferidos para outras unidades de saúde na região, especialmente ao Hospital Universitário (HU).

A severa enchente que assolou o município de Canoas atingiu o primeiro andar da instituição de saúde destruindo todos os setores do térreo, bem como equipamentos, mobiliário e documentação. A estimativa inicial é que sejam necessários cerca de R$ 40 milhões para recuperar a estrutura extraviada pelas águas. O HPSC é administrado pelo Instituto Administração Hospitalar e Ciências da Saúde (IAHCS).

O diretor administrativo do hospital, Marcelo Elísio disse que a região do bairro Mathias Velho foi extremamente impactada pela enchente. “Iniciamos a revitalização do hospital com uma empresa especializada em limpeza pesada. Vamos descartar todos os mobiliários do primeiro pavimento, que foi altamente afetado, e depois iniciar a higienização e desinfecção com nossa equipe de controle de infecção hospitalar."

Sobre os valores necessários para recuperar o local, Elísio diz que o cálculo ainda não está fechado. “Seguimos recebendo técnicos para avaliar os prejuízos." Ele diz que devido à magnitude dos danos e à complexidade das obras necessárias, ainda não há previsão de data para a reabertura do hospital. De acordo com o diretor administrativo, as equipes estão trabalhando intensamente para acelerar o processo, mas a prioridade é garantir que o hospital retorne às suas operações com total segurança e capacidade de atender a população de forma eficaz.

As próximas etapas incluem a revisão completa das redes de gases, hidráulica e elétrica, além da desinfecção e restauração dos equipamentos hospitalares. O Secretário de Saúde de Canoas, Mauro Sparta, disse que o HPSC é um hospital regional, que atende aproximadamente dois milhões de habitantes. “A perda deste equipamento de saúde é muito grave, pois é um hospital de trauma, de tratamento agudo e a falta dele compromete a saúde de todo o Rio Grande do Sul.”

Segundo o secretário, na parte térrea era onde ficava a sala vermelha, de sutura, UTI, bloco cirúrgico, sala de recuperação, refeitório e áreas administrativas foi tudo devastado. “Uma vistoria preliminar indicou que não houve danos na estrutura predial, mas para que seja feita a recomposição do trabalho será necessária reposição de redes, equipamentos e de todo o mobiliário do primeiro andar. Tudo foi perdido.”

O secretário de saúde do município disse que Canoas foi gravemente impactado pela inundação. “Das 27 unidades de saúde, perdemos 18. Das quatro UPAS, perdemos três. Estamos trabalhando para restabelecer todos os equipamentos de saúde”, conclui.


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