Em Uruguaiana, projeto de lei que obriga as instituições de ensino a substituírem sinais sonoros estridentes por sinais musicais ou visuais adequados a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) está em pauta na Câmara Municipal.
A proposta busca poupar os estudantes com hipersensibilidade sensorial de incômodos ou crises, proporcionando a inclusão e bem-estar de cada um.
Pessoas com TEA são mais sensíveis aos estímulos do ambiente, como sons.
Sinais sonoros a exemplo de sirenes e campainhas podem ser particularmente perturbadores aos portadores do transtorno.
Conforme o grupo de proponentes, a simples mudança é de grande eficácia para não gerar incômodo e sofrimento.
“Isso fará a diferença nas experiências escolares, permitindo que os estudantes com TEA frequentem as escolas de forma mais agradável e saudável possível”, afirma.
O Pl também estabelece que no perímetro dos educandários deverá haver sinalização adequada à proibição do uso de equipamentos sonoros, com os símbolos de acessibilidade.
Segundo a educadora especial, Rose Alves Nunes, a música nas escolas, em substituição as sirenes e campainhas, é uma forma de inclusão e respeito às pessoas com transtorno do espectro autista (TEA).
Ainda de acordo com a especialista, boa parte das pessoas autistas, apresenta hipersensibilidade auditiva.
Momento em que podem ser facilmente sobrecarregadas por sons altos ou que não estejam esperando.
O portador do TEA, após o estresse provocado pelo som, pode sentir-se desconfortado, ter uma crise de ansiedade e apresentar comportamentos de reclusão.
A música serve para estimular as habilidades sociais e emocionais de crianças com o TEA no ambiente escolar, conclui.
Os estabelecimentos de ensino terão o prazo de 180 dias para adequação das novas determinações, prevê a matéria inclusiva.