Cidades

Escolas de Uruguaiana deverão substituir sons que afetam autistas

Deverão ser descartadas as sirenes, sinos e campainhas do ambiente escolar

Projeto quer eliminar sons estridentes dos educandário de Uruguaiana para proteger autistas
Projeto quer eliminar sons estridentes dos educandário de Uruguaiana para proteger autistas Foto : Madalena Christofari / Câmara de Vereadores de Uruguaiana / Divulgação / CP

Em Uruguaiana, projeto de lei que obriga as instituições de ensino a substituírem sinais sonoros estridentes por sinais musicais ou visuais adequados a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) está em pauta na Câmara Municipal.

A proposta busca poupar os estudantes com hipersensibilidade sensorial de incômodos ou crises, proporcionando a inclusão e bem-estar de cada um.

Pessoas com TEA são mais sensíveis aos estímulos do ambiente, como sons.

Sinais sonoros a exemplo de sirenes e campainhas podem ser particularmente perturbadores aos portadores do transtorno.

Conforme o grupo de proponentes, a simples mudança é de grande eficácia para não gerar incômodo e sofrimento.

“Isso fará a diferença nas experiências escolares, permitindo que os estudantes com TEA frequentem as escolas de forma mais agradável e saudável possível”, afirma.

O Pl também estabelece que no perímetro dos educandários deverá haver sinalização adequada à proibição do uso de equipamentos sonoros, com os símbolos de acessibilidade.

Segundo a educadora especial, Rose Alves Nunes, a música nas escolas, em substituição as sirenes e campainhas, é uma forma de inclusão e respeito às pessoas com transtorno do espectro autista (TEA).

Ainda de acordo com a especialista, boa parte das pessoas autistas, apresenta hipersensibilidade auditiva.

Momento em que podem ser facilmente sobrecarregadas por sons altos ou que não estejam esperando.

O portador do TEA, após o estresse provocado pelo som, pode sentir-se desconfortado, ter uma crise de ansiedade e apresentar comportamentos de reclusão.

A música serve para estimular as habilidades sociais e emocionais de crianças com o TEA no ambiente escolar, conclui.

Os estabelecimentos de ensino terão o prazo de 180 dias para adequação das novas determinações, prevê a matéria inclusiva.