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Esgoto transborda e gera alagamentos no bairro Mato Grande, em Canoas

Durante o final de semana, segundo a Defesa Civil de Canoas, choveu 80 mm

Avenida Antônio Wobeto tem pontos inundados que dificultam fluxo de pedestres e veículos
Avenida Antônio Wobeto tem pontos inundados que dificultam fluxo de pedestres e veículos Foto : Marcel Horowitz

A chuvarada do final de semana deixou rastro de transtornos em Canoas, na Região Metropolitana. Na manhã desta segunda-feira, mesmo sem chuvas, o município registra vias alagadas, onde veículos mais baixos correm risco de enguiçar e pedestres caminham com a água quase na altura dos joelhos. O extravasamento da rede de esgoto é uma das principais causas do problema.
Um dos pontos afetados é o bairro Mato Grande. Ali, o esgoto tomou conta de boa parte da avenida Antônio Wobeto. O odor pútrido se espalha na atmosfera e dejetos se acumulam no meio-fio.
Nairde Flesch, 66 anos, vive no bairro Mato Grande há mais de três décadas. Devido às enchentes de 2024, ela morou por quase um ano na casa de parentes. “Vivemos uma situação de medo. Nosso principal problema são as bocas de lobo, que estão entupidas e transbordam. É preciso reconhecer que esse cenário é agravado por uma parcela da população que insiste em jogar lixo nas ruas”, afirmou.

Durante todo o final de semana, segundo a Defesa Civil de Canoas, choveu 80 mm. Cerca de 13 famílias estão em abrigos preparados pela prefeitura.

De acordo com a prefeitura, o Guaíba na cidade está 3,33m (cota de inundação de 3,6m), baixando 0,3 cm/h; o Sinos atinge 4,32m (cota de inundação de 4,50m), baixando a 0,2 cm/h; o Gravataí alcança 4,42m (cota de inundação de 4,75m) e estável; o Jacuí: 4,49m (cota de inundação de 7,50m), baixando a 17,0 cm/h; e o Caí é o único corpo de água que extravasou no município ficando com o nível a 11,70m (cota de inundação 10m), mas descendo a 6,0 cm/h.

As equipes de engenheiros da cidade estão focadas e atentas as estruturas de proteção às cheias do município. Entre as ações preventivas está a ampliação da extensão do talude de proteção da estrutura que compreende ao dique do Mato Grande, que está em fase de obras. Na obra do Muro da Cassol também houve uma elevação da barreira de contenção como medida preventiva.
Equipes estão nas ruas promovendo ações de microdrenagem e limpeza de bocas de diferentes pontos da cidade. Os esforços estão concentrados, principalmente, em áreas que podem ser consideradas mais vulneráveis, como os bairros Niterói, Rio Branco, Mato Branco e Mathias Velho.

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