A implosão do Edifício Galeria XV de Novembro, conhecido como Esqueletão, pode estar em xeque. Isso porque moradores e comerciantes do Centro Histórico temem que o uso de dinamite para demolir a estrutura também gere danos aos imóveis no entorno. Frente ao receio do grupo, a prefeitura de Porto Alegre considera revisar a metodologia para a destruição do prédio inacabado.
De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smoi), André Flores, um encontro com a vizinhança do Esqueletão ocorrerá na tarde desta sexta-feira, por volta das 15h. Com base nas reivindicações, mas sem deixar de lado a avaliação de técnicos, o futuro do projeto será decidido nos próximos dias.
“Nós ouvimos as manifestações dos comerciantes e síndicos. Eles confiam bastante no processo de implosão do prédio, ninguém acha que uma janela pode sair voando pelo ar ou qualquer coisa do gênero. O receio deles é que a forte vibração no solo gerada por uso de dinamite possa afetar a base de outras edificações na região, que são construções bastante antigas. Nossa decisão será tomada de forma técnica”, diz Flores.
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Caso os explosivos sejam de fato descartados, o secretário avalia manter o processo de forma manual e mecânica, como já ocorre desde janeiro. Isso alteraria o prazo de conclusão dos trabalhos, inicialmente previsto para o final deste ano. O custo atual da obra é de R$ 3,7 milhões.
"A decisão de demolir o Esqueletão já está tomada. Resta apenas definir a forma como isso será feito, o que naturalmente pode alterar os prazos e custos da operação”, adiciona o titular da Smoi.
O desmonte do Esqueletão teve início em janeiro de 2024, sendo embargado no mês seguinte. Contudo, uma autorização parcial foi viabilizada em agosto. A retomada completa dos trabalhos aconteceu em janeiro deste ano.
Atualmente, restam apenas 11 dos 19 andares do prédio, que tem tem 13 mil metros quadrados e está inacabado desde os anos 1950. Mais de mil toneladas de caliça já foram retiradas do canteiro de obra. Foram mais de 50 viagens de caminhão com rejeitos. A estimativa da Smoi é que sejam removidas de 10 a 15 toneladas de ferro do Esqueletão.