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Estiagem causa falta de água e apreensão em Manoel Viana, Santa Margarida do Sul e Arvorezinha

Desde o início do ano, os três municípios decretaram emergência pela falta de chuvas

Um dos principais  reflexos da falta de chuva é visível nos rios, como este em Manoel Viana
Um dos principais reflexos da falta de chuva é visível nos rios, como este em Manoel Viana Foto : Darlei Mayer /Especial CP

Há menos de um ano diversos municípios do Rio Grande do Sul estavam sofrendo com as enchentes. Agora, no primeiro mês do ano, é a escassez de água que começa a preocupar e trazer suas consequências. Manoel Viana, na fronteira oeste, Arvorezinha, no Vale do Taquari, e Santa Margarida Sul, também na fronteira oeste, mas próximo da Campanha, decretaram situação de emergência devido à falta de chuva neste início de 2025.

A maioria dos problemas estão na falta de água no campo, mas que não deixam de afetar as cidades. Em Manoel Viana não chove na cidade há aproximadamente 45 dias e segundo o prefeito Antônio Flávio Busnelo, a previsão é que a estiagem diminua a partir do dia 20. “Seguimos esperando a chuva e que se confirme o quanto antes para que a situação não piore”, relata. Na zona rural, o Executivo já disponibilizou todo o aparato para ajudar os mais afetados, mas os comerciantes da zona urbana já sentem a diminuição no movimento. Lembrando que a cidade tem em torno de sete mil habitantes, sendo que a maioria da população vive no campo. As autoridades descartam no momento racionamentos de água na zona urbana “Fizemos levantamento das perdas e chegamos a conclusão que não havia outra alternativa senão decretar emergência. As perdas são consideráveis, principalmente na pecuária e agricultura, pois são as atividades predominantes na nossa cidade, mas isto reflete no comércio com a diminuição nas vendas e no movimento”, lamenta.

O prefeito lembra que foram dois verões de seca, ano passado houve a enchente neste ano seca novamente. "Isto desestrutura todo mundo . No momento não temos racionamento de água. mas estive reunido com a Corsan e por enquanto temos poços artesianos suficiente", garante. A última chuva no município completou um mês nesta quinta-feira. " Em parte da zona rural não chove desde 8 de dezembro. A qualquer momento esperamos chuva, mas segundo dados que temos só após o dia 20 para melhorar a situação da cidade", projeta.

Não chove em Santa Margarida do Sul desde o início de dezembro

O pequeno município de Santa Margarida do Sul tem em torno de 2,6 mil habitantes. Segundo prefeito, Luiz Felipe Brenner Machado, a cidade não sabe o que é chuva desde o início de dezembro. "Em alguns lugares vem cinco, 10 milímetros, mas não tem consistência e não ajuda a resolver os problemas dos poços artesianos que têm pouca água disponível. Com isto tem um esgotamento para levar abastecimento pra outro lugar", observa.

Ele conta que irá tentar uma reunião com a Corsan para que o caminhão pipa do município possa ser abastecido para levar água principalmente para os mais de 1,8 mil moradores da zona rural.. "A situação é crítica. Os poços que abastecem as localidades já estão com problema. Tem outros, particulares, que são bons na captação de água e vamos tentar em parceria para abastecer", relata.

Machado confirma que os rios estão secando, se não chover em breve a situação poderá piorar. "Na cidade ainda a situação ainda está tranquila, pois há aproximadamente seis anos abriram mais um poço artesiano e terminou o problema da água na área urbana, mas os açudes estão secando", lamenta.

Ele confirmou que ainda há problemas decorrentes das enchentes de maio do ano passado. "Ainda temos o que resolver e agora tivemos outro problema. Temos que chamar a atenção das autoridades, pois a seca é um problema recorrente e cada governo deve fazer um plano para resolver o abastecimento", destaca. Ele conta que possui um plano municipal para resolver o problema de falta de água. "Devemos contratar uma empresa para fazer um estudo de solo para ver se tem a possibilidade de água. Queremos trabalhar em cima disso, inclusive comprando uma escavadeira hidráulica para fazer açudes", projeta.

Água deve começar a ser distribuída na próxima semana em Arvorezinha

O município de Arvorezinha decretou situação de emergência no último dia 7. Segundo informações do prefeito Clóvis Romana estiagem que está começando já causa falta de água em algumas residências no interior. "Decretamos estado de emergência nível um, através disso o município vai conseguir adquirir um tanque para colocar no caminhão da secretaria de obras e abastecer as casas". relata. . A previsão é que, na próxima semana, o caminhão já comece a realizar o abastecimento nas residências afetadas, ajudando a minimizar os impactos da falta d'água.

Ele explica que a situação de nível 1, que corresponde a pequenas anomalias que podem ser resolvidas com recursos próprios e por meio de medidas jurídicas locais. A cidade de pouco mais de 10,4 mil habitantes poderá tomar outras medidas caso a situação se agrave. Com o documento, o município possui base legal para solicitar apoio do governo estadual e federal, o que possibilita o acesso a recursos e apoio para mitigar os efeitos da estiagem, como fornecimento de água potável e assistência aos agricultores. Até esta quinta-feira, os problemas de abastecimento de água permaneciam nas comunidades Cândido Brum, Segredo, São José, Linha Quinta Alta, Macegal e Tubuna.