A ponte Wilson Mattos Branco está interditada desde o dia 22 de maio. Isso porque a elevação da Lagoa dos Patos danificou a estrutura, que conecta a Ilha dos Marinheiros a em Rio Grande, no Sul do estado. Nesta sexta-feira, militares do Exército Brasileiro, por meio da Operação Taquari 2, instalaram uma jangada, de 10 metros de largura por 28 de comprimento, para o transbordo da população.
Chamada de “portada”, a balsa tem capacidade para carregar até 60 toneladas. A distância entre a ilha e o município soma 250 metros, sendo que o trajeto pode ser percorrido em 15 minutos com a portada.
O foco do serviço é o transporte de veículos. Cada viagem poderá transportar até seis carros pequenos ou quatro de maior porte. Também é possível transportar dois ônibus, ou dois caminhões, por vez.
Cerca de 2,5 mil pessoas vivem na Ilha dos Marinheiros. Desde a interdição da ponte, os moradores que querem ir para Rio Grande precisam ir até um píer, intitulado Porto Rei. Ali, embarcações privadas oferecem o transporte no valor de R$ 5. Por causa da cheia, entretanto, há trechos inundados entre o píer e a ilha.
A missão foi coordenada pelo tenente-coronel Diego da Silva Agostini, comandante do 5º Batalhão de Engenharia do Exército, sediado em Porto União, Santa Catarina. O oficial destaca que a portada é composta por quatro módulos de alumínio, que foram transportados em seis caminhões que partiram do estado vizinho ao Sul gaúcho.
Ainda segundo o tenente-coronel Agostini, a ação vai permitir a volta do fluxo de alimentos e produtos vindos da ilha para o continente. Outra função do transbordo será permitir o acesso de alunos a escolas em Rio Grande.
“Há muitas crianças na Ilha dos Marinheiros que estão sem aulas desde que a ponte foi interditada. Agora, com o auxílio do Exército, elas vão poder retomar o ensino. Além disso, a ilha é uma importante fornecedora de alimentos, principalmente hortaliças, para Rio Grande, serviço que também será retomado”, afirmou o tenente-coronel Diego Agostini.
O transporte por meio da balsa será gratuito. As viagens vão ocorrer diariamente em dois turnos, das 8h às 11h e das 13h às 16h. A atividade será suspensa no turno da noite, por questão de segurança.
A previsão é que o transporte via balsa seja utilizado por pelo menos 15 dias. O prazo pode ser extendido, caso a prefeitura de Rio Grande não consiga alugar outra jangada durante o período.
Apesar da Defesa Civil ter atestado que há risco da ponte Wilson Mattos Branco colapsar, o Executivo Municipal de Rio Grande acredita na recuperação da estrutura. Os estudos sobre as possibilidades de reparo estão sendo coordenados por engenheiros da prefeitura e agentes Secretaria de Zeladoria da Cidade.
O foco da gestão é o mapeamento dos danos estrutura. Ainda não há uma estimativa sobre os custos do reparo e nem da conclusão das obras de recuperação, mas a previsão é que a ponte permaneça interditada até 2025.