Cidades

Exército disponibiliza balsa para moradores de ilha isolada por água no interior de Rio Grande

Serviço auxiliará 2,5 mil moradores da Ilha dos Marinheiros

Serviço auxiliará 2,5 mil moradores da Ilha dos Marinheiros
Serviço auxiliará 2,5 mil moradores da Ilha dos Marinheiros Foto : Pedro Piegas

A ponte Wilson Mattos Branco está interditada desde o dia 22 de maio. Isso porque a elevação da Lagoa dos Patos danificou a estrutura, que conecta a Ilha dos Marinheiros a em Rio Grande, no Sul do estado. Nesta sexta-feira, militares do Exército Brasileiro, por meio da Operação Taquari 2, instalaram uma jangada, de 10 metros de largura por 28 de comprimento, para o transbordo da população.

Chamada de “portada”, a balsa tem capacidade para carregar até 60 toneladas. A distância entre a ilha e o município soma 250 metros, sendo que o trajeto pode ser percorrido em 15 minutos com a portada.

O foco do serviço é o transporte de veículos. Cada viagem poderá transportar até seis carros pequenos ou quatro de maior porte. Também é possível transportar dois ônibus, ou dois caminhões, por vez.

Cerca de 2,5 mil pessoas vivem na Ilha dos Marinheiros. Desde a interdição da ponte, os moradores que querem ir para Rio Grande precisam ir até um píer, intitulado Porto Rei. Ali, embarcações privadas oferecem o transporte no valor de R$ 5. Por causa da cheia, entretanto, há trechos inundados entre o píer e a ilha.

A missão foi coordenada pelo tenente-coronel Diego da Silva Agostini, comandante do 5º Batalhão de Engenharia do Exército, sediado em Porto União, Santa Catarina. O oficial destaca que a portada é composta por quatro módulos de alumínio, que foram transportados em seis caminhões que partiram do estado vizinho ao Sul gaúcho.

Ainda segundo o tenente-coronel Agostini, a ação vai permitir a volta do fluxo de alimentos e produtos vindos da ilha para o continente. Outra função do transbordo será permitir o acesso de alunos a escolas em Rio Grande.

“Há muitas crianças na Ilha dos Marinheiros que estão sem aulas desde que a ponte foi interditada. Agora, com o auxílio do Exército, elas vão poder retomar o ensino. Além disso, a ilha é uma importante fornecedora de alimentos, principalmente hortaliças, para Rio Grande, serviço que também será retomado”, afirmou o tenente-coronel Diego Agostini.

O transporte por meio da balsa será gratuito. As viagens vão ocorrer diariamente em dois turnos, das 8h às 11h e das 13h às 16h. A atividade será suspensa no turno da noite, por questão de segurança.

A previsão é que o transporte via balsa seja utilizado por pelo menos 15 dias. O prazo pode ser extendido, caso a prefeitura de Rio Grande não consiga alugar outra jangada durante o período.

Apesar da Defesa Civil ter atestado que há risco da ponte Wilson Mattos Branco colapsar, o Executivo Municipal de Rio Grande acredita na recuperação da estrutura. Os estudos sobre as possibilidades de reparo estão sendo coordenados por engenheiros da prefeitura e agentes Secretaria de Zeladoria da Cidade.

O foco da gestão é o mapeamento dos danos estrutura. Ainda não há uma estimativa sobre os custos do reparo e nem da conclusão das obras de recuperação, mas a previsão é que a ponte permaneça interditada até 2025.