Exército transporta moradores da vila Serraria para atividades diárias

Exército transporta moradores da vila Serraria para atividades diárias

A comunidade está ilhada desde o dia 3 de maio

Vitória Miranda

O transporte das pessoas ilhadas para as atividades diárias, principalmente para trabalhar, se dá das 7h30min às 21h

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A vila Serraria, na zona Sul de Porto Alegre, próximo ao Guaíba, está ilhada desde o dia 3 de maio, quando um extenso trecho da única avenida que dá acesso à comunidade ficou alagado.

Para entrar e sair do bairro, os moradores estão contando com a ajuda do 8⁰ Esquadrão de Cavalaria Mecanizado, um quartel do exército militar que fica logo na entrada da vila Serraria.

A vila, onde moram de 5 a 8 mil pessoas, segundo informações do Exército, também está sem luz, água e coleta de lixo. A zona alagada tem pontos com até 1metro de profundidade. Essa área onde a água está represada fica em um nível mais baixo comparado ao restante da vila, que se localiza em uma parte mais alta do território.

Segundo o Capitão Rigoni, o transporte das pessoas ilhadas para as atividades diárias, principalmente para trabalhar, se dá das 7h30min às 21h. Os militares do quartel também fazem o transporte de donativos aos moradores, como galões de água e cestas básicas.

Segundo Rigoni, a equipe envolvida nesta logística é de 35 pessoas, que ficam fazendo o trajeto várias vezes ao dia. Ao todo, o quartel tem 48 militares, o restante do efetivo fica à disposição para demandas em toda a Região Metropolitana da Capital.
Outros 10 voluntários da reserva, da Confraria de Ex Integrantes do Quartel Serraria (Conex) ajudam na organização e distribuição de donativos. Segundo Rigoni, os ex-integrantes entraram em contato com ele e fizeram questão de ajudar no apoio à comunidade afetada pela enchente.

Para o translado dos moradores, os militares utilizam um caminhão de transporte especializado de 5 toneladas e um veículo blindado chamado Guarani, que tem a possibilidade de aquaplanar e se deslocar a motor. na água, se necessário. O recurso não foi utilizado pois o veículo é alto o suficiente para rodar na avenida alagada.

Segundo um funcionário administrativo de uma escola infantil da comunidade, duas escolas são pontos de referência de assistência à comunidade, sendo uma para distribuição de doações e a outra funcionando como abrigo temporário para pessoas que ficaram desabrigadas. Existe apenas um abrigo comunitário na vila.


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