Cidades

Fórum da Competitividade discute estratégias entre setores público e privado na retomada do RS

Evento ocorreu no Centro de Inovação e Tecnologia, em Novo Hamburgo, e contou com a participação do vice-governador, Gabriel Souza, que apresentou ações e projetos para cidades gaúchas

Segundo o vice-governador, 88% das demandas do Plano já estão encaminhadas ou resolvidas
Segundo o vice-governador, 88% das demandas do Plano já estão encaminhadas ou resolvidas Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

O Fórum de Competitividade e Reconstrução do RS, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais do RS (Lide RS) e Centro de Liderança Pública (CLP), em Novo Hamburgo, nesta sexta-feira, reuniu lideranças municipais, empresários e autoridades da região do Vale do Sinos para debater estratégias viáveis para tornar o RS um estado competitivo. O evento, que aconteceu no Centro de Inovação e Tecnologia, foi estruturado em painéis que explanaram temas como política, tecnologia, inovação, desenvolvimento, produtividade e gestão.

O objetivo principal foi promover um diálogo entre os setores público e privado sobre as estratégias necessárias para a recuperação e desenvolvimento assertivo do Estado, com foco em políticas públicas e economia local, especialmente após as enchentes de maio que afetaram duramente a maioria das cidades gaúchas. O Fórum contou com a participação do vice-governador Gabriel Souza, que apresentou o último painel, abordando as ações e projetos do Estado para retomada e reconstrução das cidades gaúchas, além de iniciativas de competitividade com foco na região do Vale do Sinos

O vice-governador, por meio de tabelas e gráficos, apresentou uma projeção sobre a recuperação econômica do Estado pós-enchente e explanou sobre as ações já realizadas e aquelas que estão em andamento, que integram o Plano Rio Grande. “Vamos precisar muito de trabalho em cooperação, executado de forma eficiente, com competência e foco para reconstruir o Estado. O Rio Grande do Sul vai receber o maior investimento público da sua história.” Gabriel Souza disse ainda que os desafios são muitos e complexos dentro do planejamento de retomada.

“Estamos trabalhando com eixos de resiliência climática, preparação para eventos climáticos e reconstrução. Isso leva em consideração a dragagem de rios, sistema de proteção contra as cheias, desassoreamento de rios e arroios, nova urbanização de cidades e bairros, saneamento básico, aquisição de equipamentos, bem como reconstrução de rodovias, equipamentos públicos e de moradias.”

Segundo ele, 88% das demandas do Plano, muitas delas provenientes do Vale do Sinos, já estão bem encaminhadas ou resolvidas e, conforme Souza, de forma ou outra, elas estão relacionadas com a competitividade, desenvolvimento e com a economia do Estado. Elencou ainda as políticas para os empreendedores atingidos, liberação de créditos a criação de benefícios. “Mais de R$ 2 bilhões já foram investidos em ações dentro do Plano de Reconstrução. Valores anunciados, empenhados e boa parte deles já pagos.”

O embaixador do Centro de Liderança Pública (CLP) no RS, Eduardo Fernandez, que fez a mediação dos painéis, disse que a finalidade do encontro é discutir o que cada região tem feito para melhorar sua competitividade. “Tratando isso com base nos pilares da segurança, inovação, infraestrutura, eficiência da máquina pública, trazendo o setor privado e o público para discutir juntos de que forma podemos impulsionar a melhoria da competitividade do desenvolvimento econômico e social.” Isso, segundo Fernandez, também auxilia o setor privado a cobrar e ajudar a gestão pública neste desenvolvimento. “Criando alternativas para não só reconstruir aquilo que já tinha, mas para reconstruir de uma forma melhor e mais eficiente.”