O segundo dia do Fórum Social Mundial 2023 de Porto Alegre atraiu grande público interessado em participar das mais de 400 atividades sociais, culturais, políticas e econômicas oferecidas nesta edição. O Teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, foi espaço, nesta segunda-feira, do debate “O novo Brasil que queremos construir”, temática alinhada ao propósito do evento, que é de transformação social global.
Antes de iniciar, a presidente do Cebrapaz, Jussara Cony, e a presidente da União de Negras e Negros pela Igualdade (Unegro) do Rio Grande do Sul, Elis Regina de Vargas, fizeram um preâmbulo sobre a história do FSM e expuseram os objetivos renovados pela ótica do momento socioeconômico e político do RS e do Brasil. Depois, as deputadas federais Daiane dos Santos e Reginete Bispo assumiram a medição das discussões.
A mesa foi composta pelo representante do Comitê Internacional do FSM, Oded Grajew, a deputada federal e presidente Nacional do PT, Gleisi Hoffmann, a deputada estadual, Juliana Brizola , a deputada estadual e presidente estadual do PSOL, Luciana Genro, o presidente estadual do PCdoB, Juliano Roso, o presidente estadual do PSB, Mário Bruck, o presidente estadual da Rede, André Costa, e o presidente estadual do Partido Verde, Márcio Souza.
Oded Grajew, um dos fundadores do FMS. Foto: Fabiano do Amaral
Oded Grajew, um dos fundadores do FMS, disse durante sua fala que a humanidade já deu muitos exemplos de coisas que deram certo e que deram errado. “Dar certo significa atingir os melhores indicadores sociais, ambientais, econômicos, políticos e éticos. E todos os países que atingiram, sem exceção, esse patamar, escolheram o caminho da redução da desigualdade”, esclareceu.
Grajew afirmou que a desigualdade é a desarmonia das relações humanas, o que evidencia que a coletividade não poderá progredir enquanto essa mazela persistir. “A injustiça forma uma sociedade de conflitos e não de solidariedade", assinalou. Ele ainda disse que o Brasil está entre as dez maiores economias do mundo e, mesmo assim, é campeão em desigualdade. "Cerca de 1 % da nação tem metade da riqueza nacional, uma distância enorme entre ricos e pobres”, declarou.
Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT. Foto: Fabiano do Amaral
Gleisi Hoffmann ressaltou que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente deve-se à resistência formada pelos movimentos sociais, sindicais e à base popular da sociedade. “O FMS é um instrumento importante de reunião dos movimentos sociais, de resistência, de contrapontos e de construção do país. A batalha que empreendemos reverbera em toda a América Latina e tem uma influência grande nos movimentos mundiais que lutam pela democracia e pelo combate à sociedade”, disse.
O FSM 2023 de Porto Alegre começou na segunda-feira e termina no próximo sábado.