Cidades

Famílias começam a voltar para casa após cheia do Rio Piratini em Pedro Osório e Cerrito

Cota do rio superou em quase 12 metros o nível normal, mas não chegou a atingir casas

Moradores começam a voltar para casa após diminuição do Rio Piratini
Moradores começam a voltar para casa após diminuição do Rio Piratini Foto : Pedro Piegas

Separadas pelo Rio Piratini, as cidades de Pedro Osório e Cerrito começam a vislumbrar uma normalidade após as cheias do rio, que retiraram dezenas de famílias de suas casas no início da semana, indicarem que a água está baixando.

Nos dois municipios, as prefeituras chegaram a mobilizar abrigos para receber moradores das áreas mais próximas ao rio e que, em setembro do ano passado, foram duramente afetadas. Com apoio de pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas, foi possível identificar as áreas de risco.

Conforme o prefeito de Cerrito, Douglas Rodrigues da Silveira, o nível do Rio Piratini ficou 11,68 metros acima do leito. "Nós recolhemos várias famílias das partes mais baixas, que são afetadas sempre pelas cheias. No prolongamento da av. Flores da Cunha foram retiradas 10 famílias, que foram para casa de amigos e familiares. Já no bairro São Miguel foram retiradas 12 famílias. Destas, 6 foram para o Ginásio Municipal", relata.

Durante a tarde desta quarta-feira, com apoio de caminhões da Prefeitura e apoio de voluntários, os móveis e demais bens dos moradores que estavam nos abrigos começaram a ser levados de volta para as casas.

Se na área urbana o fato de a enchente não ter chegado às casas é comemorada, a preocupação em Cerrito se dá, agora, na recuperação da área rural, que acabou afetada. "Ainda estamos contabilizando, mas os maiores estragos foram no nosso interior. Tivemos duas pontes levadas pela enxurrada, nas localidades do Passo do Catão e Passo do Rato. Várias estradas foram afetadas também, sem contar a falta de energia elétrica, que tem famílias que estão sem desde domingo", acrescenta Silveira.

Na vizinha Pedro Osório, também houve mobilização para retiradas das famílias, explica o prefeito Moacir Otílio Alves. "Tivemos está preocupação com as chuvas e 11 famílias nos pediram para serem retiradas, mas, felizmente, elas já estão voltando hoje para casa. Nosso problema aqui é com as vias que ficam alagadas e com as estradas do interior, que ficaram em uma situação deplorável", conta.

Preocupado com o escoamento da produção rural, o prefeito diz que pedirá apoio dos governos estadual e federal. "A gente pede ajuda para poder se recuperar, porque os recursos próprios são escassos. O governo do Estado tem nos auxiliado bastante, mas precisamos do apoio do governo federal, que não tem atendido o que precisamos", conclui.