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Famílias estão ilhadas na Praia do Paquetá, em Canoas

Secretário municipal de Defesa Civil e Resiliência estimou que cerca de 100 famílias seguem no local

Famílias estão ilhadas na Praia do Paquetá, em Canoas
Famílias estão ilhadas na Praia do Paquetá, em Canoas Foto : Marcel Horowitz

Centenas de famílias permanecem ilhadas na Praia de Paquetá, em Canoas, na Região Metropolitana. Neste sábado, a localidade seguia completamente submersa e com vias intransitáveis para veículos e pedestres. O acesso ao local é viável apenas por meio de balsas e motos aquáticas.

Nesta manhã, equipes da Secretaria de Defesa Civil e Resiliência Climática de Canoas, foram ao local para entregar mantimentos e kits de higiene aos moradores. O titular da pasta, Vanderlei Marcos, conversou com a reportagem e estimou que, das 120 famílias, que vivem na localidade, 100 optaram por permanecer nas suas casas.

“A população da Praia de Paquetá é muito apegada ao local. Por isso, quase todos os moradores escolheram permanecer em casa”, avaliou o secretário de Defesa Civil e Resiliência.

Para Vanderlei Marcos, a estratégia prioritária é antecipar o suporte humanitário, mitigando o impacto das cheias. Além da entrega de ranchos completos, a Defesa Civil também atua no alerta sobre riscos e na oferta de transporte para quem necessita buscar segurança. Também foi montado um plantão na entrada da Praia do Paquetá para orientar a população. As demais áreas de Canoas não apresentam mais pontos de alagamento.

“A nossa comunidade vive da pesca e do turismo. Com o tempo adverso, não tem como pescar, nem tem pessoas para comprar nosso pescado. Esses mantimentos garantem a segurança para esses dias difíceis”, destacou o presidente da Associação de Moradores e Pescadores da Praia de Paquetá, Paulo Denilto.

Segundo a prefeitura de Canoas, os trabalhos de combate aos alagamentos no município contam com caminhões de hidrojateamento para desobstruções na rede e em pontos do sistema de drenagem. Na quarta-feira, os volumes de chuva atingiram 80 milímetros em poucas horas, afetando cerca de 35% do território da cidade e deixando mais de 100 pessoas desabrigadas e 500 desalojadas. A situação levou a Administração Municipal a decretar situação de emergência, conforme classificação da Defesa Civil.