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Famurs completa 50 anos com lançamento de placa, livro e homenagens a ex-presidentes

Evento do jubileu de ouro ocorreu na sede da entidade, em Porto Alegre, reunindo ex-mandatários e demais convidados

Jubileu de Ouro da Famurs
Jubileu de Ouro da Famurs Foto : Camila Cunha

O jubileu de ouro da Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs) foi comemorado nesta sexta-feira com uma grande celebração na sede da entidade, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre, homenageando ex-presidentes com a entrega de placas, além do descerramento de mais uma no local, alusiva aos 50 anos. Houve ainda o lançamento do livro "Municipalismo que faz história acontecer", concebido pelo jornalista e escritor Salus Loch. A obra será distribuída a cada um dos 497 municípios do Rio Grande do Sul.

A cerimônia reuniu autoridades diversas, familiares e demais convidados. “Se hoje a Famurs é o que é, no passado alguém idealizou sua fundação e muitos trabalharam para que ela chegasse neste estágio, portanto é um trabalho de muitas mãos. Tive a sorte de presidir a Famurs neste grande momento, e a cada mandato, penso que os desafios são diferentes, com o norte que é dado em cada presidência”, disse o presidente da federação e prefeito de Imbé, Ique Vedovato.

“Mas há um problema grande agora, que é a reestruturação da dívida dos nossos agricultores, mais de 80% das nossas cidades têm sua economia embasada no agro. Viemos de quatro cheias, uma enchente, com a economia dos municípios bastante combalida. Precisamos enfrentar esta realidade climática”, acrescentou ele.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e ex-presidente da Famurs por dois mandatos, entre 1996-1997 e 2002-2003, Paulo Ziulkoski, disse que a entidade hoje é um espaço de diálogo e construção de conhecimento sobre a causa municipalista. “Tudo o que é construído aqui é em benefício da população gaúcha e brasileira. A Famurs foi e é protagonista de grandes momentos, e todos os que passaram na presidência e na liderança deste movimento ajudaram a construir esta bandeira em defesa da cidadania”, comentou ele.

Loch comentou que o livro foi construído como um resgate da história da federação desde antes de sua fundação, em 24 de maio de 1976. “Os prefeitos se juntaram porque perceberam que pleitear suas demandas de maneira individual era menos eficiente do que se unir em um discurso unificado para tratar de questões fiscais, de saúde, agricultura, que são comuns a muitos deles.

A partir de sua fundação, foi estabelecido um princípio de gestão que é seguida pelas 27 associações regionais que compõem a federação, um sistema de rodízio na presidência para que todos os partidos tenham voz e representando suas pautas”, afirmou o jornalista. “Ela dá voz também ao pequeno município, e geralmente, inclusive, seus presidentes vêm de municípios menores, fazendo os pleitos que, do contrário, dificilmente seriam ouvidos de outra maneira”, salientou Loch ainda.

O primeiro presidente da entidade foi o então prefeito de Nova Prata, Nagib Stella Elias, e de lá para cá, sendo a entidade oficial de representação dos municípios, a Famurs construiu pleitos, como, inicialmente, a maior participação dos municípios na divisão do bolo do então ICM, além de, mais recentemente, apoio às localidades durante as cheias de 2024 e as sucessivas estiagens no Estado.

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