O distrito de Otávio Rocha, em Flores da Cunha, já vive o clima da Fecouva – 15ª Festa Colonial da Uva e 5ª Festa do Moranguinho, que chega à edição de 2026 celebrando seis décadas de história. A abertura oficial ocorre no dia 20 de fevereiro, com programação distribuída em dois finais de semana, ao lado da Igreja de São Marcos.
Com entrada gratuita, o público paga apenas pelos produtos consumidos. A expectativa da organização é receber cerca de 30 mil visitantes ao longo dos seis dias. Neste ano, o evento tem como tema “Vitrais da nossa história” e marca também o lançamento de dois livros: “Fecouva, 60 anos”, de Andressa Manosso, e “Aventuras na vindima”, de Maurício Rech.
A edição de 2026 terá à frente da organização a presidente Caroline Dani, que assume a presidência da Fecouva 43 anos depois de seus pais, Vânia e Darci Dani, terem liderado o evento pela primeira vez, em 1983. Ela é a primeira mulher a ocupar o cargo.
Ao lado da corte da festa, formada pela rainha Maísa Molon e pelas princesas Tainara Molon e Karina Calgaro, em visita ao Correio do Povo, Caroline falou sobre o espírito colaborativo do evento. A festa começou em 1966 e sempre teve muito esse intuito comunitário, de trazer benefícios para a localidade. Meu pai foi presidente duas vezes, em 83 e em 2017, e agora eu sou a primeira mulher presidente”, destacou.
A presidente também ressaltou o viés comunitário da festa, que busca trazer melhorias para a população. “Em 83 nem calçamento tinha e este era o nosso pleito. Hoje o objetivo é seguir trazendo algo bom para a comunidade. Então estamos inaugurando a praça, que está sendo toda reformada. Ela se chamava Praça Regional da Uva e, agora, vai chamar Praça Nacional da Uva”, explicou afirmou Caroline.
Tradicionalmente ligada à vitivinicultura, a Fecouva incorporou o morango como protagonista em 2009. Segundo Caroline, atualmente a fruta já representa uma arrecadação similar à da uva no município. “A uva tem uma colheita por ano, já o morango permite várias colheitas e hoje é muito importante para a festa e para os produtores”, destacou.
A feira é considerada a segunda mais antiga do Brasil dedicada à uva ainda em atividade, atrás apenas da Festa da Uva de Caxias do Sul. Um dos principais atrativos da Fecouva é a gastronomia colonial. O Menarosto, prato oficial de Flores da Cunha e originário de Otávio Rocha, é servido à durante os seis dias.
O assado lento reúne frango, porco, codorna e coelho, preparados em rolo giratório sobre brasas, sem contato direto com a chama. O cardápio é complementado por massas, polenta frita, saladas, maionese, pão colonial e vinhos da comunidade.
A Fecouva reúne atrações culturais, esportivas e recreativas. Crianças e adultos podem participar de jogos coloniais, além de atividades como pedal, rústica, vôlei de areia e gincanas comunitárias.
Um dos pontos altos é o desfile de carros alegóricos, confeccionados pelas comunidades, marcado para os domingos, dia 22 de fevereiro às 15h e 1º de março às 10h, na rua central de Otávio Rocha.
A programação inclui ainda shows gratuitos, apresentações do Grupo Ricordi e passeios guiados pelo interior, com visitas a produtores de uva e morango e ao Casarão dos Veronese, imóvel histórico restaurado que remonta ao início da imigração italiana.
Além disso, no dia 25 de fevereiro, a Fecouva promove um evento técnico voltado aos produtores, com participação de especialistas da Embrapa, Epagri e convidados do Chile, que irão abordar novas variedades de uvas e morangos.