A X Artesul – Feira da Feira de Artesanato Gaúcho começou nesta segunda-feira e segue até o próximo sábado. Os trabalhos 121 artesões, de 35 municípios, estão distribuídos em 69 estandes, no Largo Glênio Peres, no centro da de Porto Alegre, das 9h às 19h.
Na Feira, estão expostas peças em couro, crochê, cutelaria, metal, madeira, cerâmica, cuias, mateiras, biscuit, tecelagem, bichos e bonecos, fibras vegetais, bordado, patchwork, chifre, macramê, pintura, guirlandas, origami, sucata de tecido, tricô, sucata de pedra e acessórios de tecido.
Expositores indígenas participam com dois estantes com exposição e venda de peças em trançado, cestarias, cerâmica, objetos decorativos, colares e pulseiras e bichos em madeira.
A artesã Ruth Soares participa pela segunda vez da Artsul e está otimista em relação à edição deste ano. Apesar do entusiasmo, ela demonstra certa preocupação com o tempo chuvoso e a possível redução no fluxo de visitantes no centro da Capital, especialmente devido à interrupção da estação do Mercado Público da Trensurb, ainda inoperante desde a enchente de maio. No estande de Ruth, os visitantes encontram produtos feitos em cerâmica e madeira, com preços que variam de R$ 12 a R$ 160.
O artesão Antônio Rosa, de Gravataí, participa da feira há seis anos. Ele trabalha há 25 anos com a fabricação de produtos para chimarrão e considera que a Artsul é uma ótima oportunidade para as compras de final de ano devido aos preços mais atrativos. Seus produtos variam de R$ 49 a R$ 129. Sobre a redução do movimento no centro da Capital, o artesão acredita que pode até ter um reflexo nas vendas, mas nada muito significativo. “O centro de Porto Alegre um polo natural de vendas”.
O coordenador do programa gaúcho de artesanato, Rodrigo Brandão, afirmou que a expectativa é que a feira seja um sucesso, impulsionada pelo período natalino. Ele observou que a Artsul é uma oportunidade para os artesãos venderem seus produtos, receberem encomendas e criarem novas relações comerciais.
Brandão também destacou que a participação dos artesãos é gratuita. A seleção é feita através de um edital público, que exige a carteira do programa Gaúcho do Artesanato. A feira também oferece a nota fiscal eletrônica do artesão, que tem isenção de ICMS, e que facilita a contabilidade e a fiscalização dos produtos, além da emissão da nota de transporte. “O artesão que está aqui, ele tá regularizado no seu produto, na sua identidade de venda”, disse.