Cidades

Funcionários do Hospital Getúlio Vargas entram em greve a partir de segunda

Há pendências nos salários de dezembro, 13º e recebimento de férias

Funcionários do Hospital Getúlio Vargas decidem entrar em greve a partir de segunda
Funcionários do Hospital Getúlio Vargas decidem entrar em greve a partir de segunda Foto : Fernanda Bassôa / Especial / CP
Funcionários do Hospital Getúlio Vargas, em Sapucaia do Sul, na região Metropolitana, decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira em razão da sequência de atrasos salariais, não pagamento da 2ª parcela do 13ª e férias. A decisão foi construída em assembleia que aconteceu na tarde desta sexta-feira logo após o ato de paralisação que durou duas horas.

O técnico em hidráulica, Romário Borges, 48 anos, disse que já não participava mais da manifestação pelo salário, mas pelo desrespeito com os funcionários que deslocam diariamente ao local de trabalho sem previsão nenhuma de pagamento. “Todos nós temos família e uma série de contas a pagar. Nos últimos dois meses tenho me humilhado ao pedir dinheiro emprestado. Um verdadeiro desrespeito conosco.”

A Fundação Hospitalar Getúlio Vargas (FHGV), que administra a casa de saúde de Sapucaia do Sul, informou, através de nota publicada na página da Fundação, que a partir do ingresso de recursos federais (MAC/FAEC e incentivos) e municipais, ocorrido nesta quinta-feira, e após ter efetuado o pagamento dos trabalhadores de nível fundamental no início da semana, quita agora os salários de dezembro dos trabalhadores de nível médio, técnico, e parte do nível superior.

A Fundação informou que reconhece o direito de greve de seus trabalhadores e observará todas as medidas para que o movimento não afete o atendimento aos usuários. Salientou ainda, que efetuou o pagamento do mês de dezembro a todos os trabalhadores, exceto parte dos que possuem nível superior e os de Cargos em Comissão (CCs). Tal esforço ocorreu apesar do atraso de três meses de repasses, por parte do Governo do Estado, o que supera o montante de 12 milhões de reais. Esses atrasos vêm inviabilizando o pagamento de salários nos devidos prazos, a quitação da segunda parcela do 13º salário e dos valores correspondentes a férias e rescisões de contrato dos funcionários, bem como o pagamento de prestadores de serviços e fornecedores, o que afeta diretamente o funcionamento das instituições.

Além disso, ponderou que a Fundação vem concentrando esforços para quitar as pendências com os trabalhadores, inclusive através de medidas judiciais, e vem reforçando o contato com os gestores estaduais, municipais e sindicais no sentido de buscar soluções para os impasses. Na próxima terça-feira, às 11 horas, o diretor geral da FHGV, Gilberto Barichello, tem agenda marcada com o Secretário Estadual de Saúde, João Gabbardo dos Reis, para tratar do tema. A FHGV é uma instituição pública, 100% SUS, que não possui outra fonte de receita a não ser os contratos firmados com as administrações dos municípios e do Estado.