Cidades

Fundação de Assistência Social de Caxias do Sul lança projeto para casas de acolhimento

Iniciativa político pedagógica reforça a garantia de direitos de crianças e adolescentes

A direção da Fundação de Assistência Social (FAS) de Caxias do Sul entregou às coordenações dos Serviços de Acolhimento Institucional Sol Nascente e Estrela Guia o Plano Político Pedagógico (PPP) que irá orientar a atuação dos abrigos institucionais estatais para crianças e adolescentes. Elaborado pela equipe técnica da FAS, principalmente educadores sociais que atuam nos abrigos, o documento aborda os vários pontos que devem embasar as equipes desses espaços no convívio rotineiro com as crianças e adolescentes.

O mesmo cuidado, por exemplo, que as famílias têm nas suas casas com o tempo de uso de equipamentos eletrônicos (TV, videogame, celular) também é tratado no PPP. Essas orientações quanto ao tempo e horários de exposição a equipamentos eletrônicos seguiram orientações técnicas da Sociedade Brasileira de Pediatria, com tópicos tratando especificamente de cada faixa etária.

"Este projeto proporcionou o alinhamento de conceitos e fluxos, além do aperfeiçoamento das ações, consolidando as informações", explica a diretora de Proteção Social Especial de Média Complexidade, Franciele Roso. As orientações vão desde o momento de acolhida da criança ou adolescente, a implantação das assembleias, uso de tecnologias, livro da vida, enfrentamento e prevenção ao racismo, protocolos em situações de crise e abordagem em parceria com a Guarda Municipal.

Na cerimónia, no gabinete da presidência da FAS, que marcou a entrega oficial do documento às coordenações dos dois Serviços de Acolhimento Institucional, também foi apresentada a portaria de nomeação dos servidores que farão parte da comissão encarregada da atualização do PPP. Esse grupo se reunirá mensalmente, recolhendo opiniões dos trabalhadores diretamente envolvidos nos serviços de acolhimento, para o constante aprimoramento e adaptação do regramento. Na última semana, em visitas institucionais, a FAS apresentou o documento ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA) e ao Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS).