Cidades

Fundo Casa Socioambiental doará R$ 2,8 milhões para comunidades afetadas por chuvas no RS

Serão apoiados 70 projetos Reconstruir RS, cada um com até R$40 mil

Quase três meses se passaram desde que fortes chuvas assolaram o Rio Grande do Sul e o estado ainda enfrenta desafios para reconstrução, principalmente no setor de infraestrutura. Para apoiar na superação das barreiras, o Fundo Casa Socioambiental lançou a chamada de projetos Reconstruir RS, para fortalecer e reconstruir comunidades afetadas. Serão apoiados 70 projetos, cada um com até R$40 mil.

A chamada apoiará iniciativas locais que promovam a resiliência climática e a recuperação sustentável. São três linhas de ação: iniciativas comunitárias, que apoiam ações socioambientais de recuperação econômica e meios de subsistência, utilizando conhecimentos locais e novas tecnologias; agricultura familiar e agroecologia, que envolvem a restauração de sistemas de produção de alimentos sustentáveis, sistemas alimentares agroecológicos e segurança alimentar; e restauração florestal, focada na recuperação da mata ciliar, recuperação do solo, , proteção de nascentes e recomposição de bacias hidrográficas, com ênfase para espécies nativas dos biomas do RS. Ações transversais de auxílio psicológico e saúde mental podem ser inseridas em todas as linhas de apoio, incluindo cuidados na perspectiva do bem viver e práticas integrativas de saúde.

As enchentes de 2024 destruíram infraestruturas, também ameaçaram a segurança alimentar e a saúde das comunidades. Em resposta, o Fundo Casa Socioambiental está mobilizando recursos e apoio financeiro direto para iniciativas locais que promovam a resiliência climática e a recuperação sustentável.

“No Sul, sabemos da existência de uma grande diversidade de projetos comunitários e coletivos que sofreram perdas significativas. Esperamos que, com as doações, as Associações possam se reestruturar e se restabelecer rapidamente, permitindo que apoiem suas comunidades na reconstrução de tudo o que foi perdido”, destaca Cristina Orpheo, diretora executiva do Fundo Casa Socioambiental, que reforça a importância das organizações na mitigação de impactos das tragédias. “Existem inúmeros exemplos em curso de práticas de economia de baixo carbono, como a agroecologia, os sistemas agroflorestais, e a geração descentralizada de energia, sempre fundamentados no conhecimento coletivo e na valorização dos saberes tradicionais e ancestrais em harmonia com o meio ambiente. No entanto, essas organizações precisam de acesso a recursos flexíveis para fortalecer ainda mais o tecido social, permitindo que se tornem agentes transformadores capazes de ampliar e consolidar essas iniciativas, promovendo um impacto positivo e permanente em suas comunidades”, afirma.