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Governador em exercício e prefeito de Porto Alegre debatem projetos de reconstrução

Encontro tratou da integração de iniciativas da capital ao Plano Rio Grande

Gabriel Souza e Sebastião Melo destacaram importância de se trabalhar conjuntamente
Gabriel Souza e Sebastião Melo destacaram importância de se trabalhar conjuntamente Foto : Joel Vargas / Palácio Piratini / CP

O governador do Estado em exercício, Gabriel Souza, recebeu o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, no Palácio Piratini, para tratar de projetos de reconstrução das áreas afetadas pelas enchentes de maio na Capital. O prefeito apresentou como prioridade projetos relacionados à contenção de cheias, macro e micro drenagem e saneamento.

O secretário-adjunto da Reconstrução Gaúcha, Gabriel Fajardo, acompanhou a reunião. O encontro ainda abordou a integração do transporte metropolitano. Melo apresentou os equipamentos públicos afetados na catástrofe climática de maio e pediu auxílio financeiro aos projetos prioritários para fortalecer a proteção da cidade, macro e microdrenagem e água e saneamento.

"O governador Eduardo Leite já sinalizou que é possível integrar os projetos de reconstrução de Porto Alegre ao Plano Rio Grande. Com essa definição de prioridades, vamos fazer uma reunião técnica e operacional entre as nossas equipes para adequação desses projetos e elaborar as próximas etapas com os cálculos dos custos. O primeiro passo será a contenção de cheias e obras de drenagem, e isso é fundamental para prevenir eventos futuros", explicou Gabriel Souza.

A Prefeitura de Porto Alegre enviou 258 projetos de reconstrução ao Comitê Gestor do Plano Rio Grande. "A população não quer saber se é federal, estadual ou municipal, quer ver resultados concretos para resolver suas necessidades. Precisamos trabalhar em conjunto para superar os desafios climáticos e avançar nas obras necessárias para a recomposição do sistema", enfatizou Melo.

Os dados financeiros da reconstrução apontam para a necessidade de R$ 1,2 bilhão para a recuperação da cidade. Deste valor, mais de R$ 500 milhões são prioritários para restabelecer o sistema anticheia, que prevê melhorias em casas de bombas, comportas, diques e Muro da Mauá.

Na próxima semana, uma nova reunião será marcada para tratar do tema e da análise de projetos viáveis para receberem recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), que tem previstos R$ 4,2 bilhões em recursos para 2025.