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Governo do RS detalha monitoramento e alertas por chuvas no RS

Governador Eduardo Leite convocou reunião que indicou restabelecimento de serviços de saúde e detalhou atendimentos a desabrigados

Leite recebeu atualizações das secretarias e Defesa Civil
Leite recebeu atualizações das secretarias e Defesa Civil Foto : Mauricio Tonetto / Palácio Piratini / Divulgação CP

O governo do Estado do Rio Grande do Sul se pronunciou na noite desta quinta-feira sobre o monitoramento das áreas atingidas pelas chuvas e inundações registradas desde a última semana e alerta para a continuidade da instabilidade climática nos próximos dias. Em reunião realizada nesta quinta-feira, no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), em Porto Alegre, o Conselho Estadual de Proteção e Defesa Civil e o Gabinete Integrado de Gerenciamento de Desastres (Giged) avaliaram os impactos do mau tempo e atualizaram o prognóstico meteorológico e hidrológico para o Estado.

O encontro foi convocado pelo governador Eduardo Leite. Conforme a Defesa Civil, o objetivo foi consolidar o cenário das ocorrências, alinhar as medidas em andamento e preparar as equipes para a manutenção das condições de instabilidade previstas para os próximos dias.

Entre os dias 16 e 23 de julho, 206 municípios registraram impactos relacionados às chuvas. Desses, 29 informaram a intenção de decretar situação de emergência, embora nenhum decreto tenha sido oficializado até o momento. Segundo o governo, os alertas emitidos pela Defesa Civil e a ativação dos planos de contingência municipais permitiram a retirada preventiva de moradores de áreas de risco, sem necessidade de operações de resgate.

Até as 19h desta quinta-feira, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) contabilizava 1.315 pessoas desabrigadas no Estado. Já o número de desalojados era de 565, conforme levantamento da Defesa Civil.

Durante a reunião, a Defesa Civil apresentou os critérios utilizados para emissão dos alertas de risco, incluindo os limites de precipitação considerados para áreas vulneráveis. O órgão também detalhou o funcionamento do sistema Cell Broadcast, que envia mensagens de emergência diretamente para os celulares da população localizada nas regiões sob risco, além de divulgar os acumulados de chuva e as rajadas de vento registradas durante o pico do evento.

Na área da saúde, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) informou que 74 estabelecimentos sofreram algum tipo de dano entre os dias 16 e 23 de julho. Apesar disso, todos os serviços já foram restabelecidos e, segundo a pasta, não há unidades com atendimento interrompido ou comprometido.

A Secretaria de Logística e Transportes (Selt) e o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) relataram a existência de 17 bloqueios totais em oito rodovias estaduais e dois bloqueios parciais em outras duas vias. Na educação, das 32 escolas estaduais que suspenderam as aulas em razão das chuvas, apenas o Instituto Estadual de Educação 22 de Maio, em Palmitinho, permanecia sem atividades nesta quinta-feira, com previsão de retorno nesta sexta-feira.

A previsão do Centro de Monitoramento da Defesa Civil indica chuva fraca e isolada nesta sexta-feira em áreas da metade Sul, enquanto pancadas de intensidade fraca a moderada podem atingir o Norte e o Noroeste entre a tarde e a noite. No sábado, a instabilidade deve se concentrar no Oeste, Missões, Noroeste e Sul, mantendo tempo firme nas demais regiões.

Para o domingo, a tendência é de novo agravamento das condições meteorológicas, com possibilidade de tempestades, queda de granizo e chuva moderada a forte na metade Norte do Estado. Os acumulados podem variar entre 10 e 40 milímetros por dia, com volumes pontuais de até 60 milímetros, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Na área hidrológica, a Defesa Civil informou que, apesar da redução dos volumes de chuva nas últimas 24 horas, os rios ainda apresentam níveis elevados em diversas bacias. Permanecem em situação de inundação os rios das bacias Taquari-Antas, Caí e Alto Uruguai, enquanto as grandes bacias das regiões hidrográficas do Uruguai e do Guaíba seguem sob monitoramento devido à possibilidade de manutenção dos níveis elevados nos próximos dias.