Cidades

Gravetos da esperança e monitoramento em bote atenuam o sofrimento

Moradores da Capital usam da criatividade enquanto esperam o Guaíba recuar

Moradores da Capital usam da criatividade enquanto esperam o Guaíba recuar
Moradores da Capital usam da criatividade enquanto esperam o Guaíba recuar Foto : Jonathas Costa / Especial / CP

Em meio às cheias, há quem use da criatividade para acompanhar a evolução das águas do Guaíba em Porto Alegre. Morador do Centro Histórico, um homem que se identificou como Vinicius, improvisou a medição do nível do Guaíba, cravando gravetos no solo da Praça Brigadeiro Sampaio. “O maior recuo aconteceu na madrugada desta sexta-feira”, revelou.

Para ele, mesmo que tênue, o recuo das águas representam alento. “Foi a forma que encontrei, com os gravetinhos, para dar uma visível esperança para as pessoas que estão preocupadas”, assinalou. Já no Residencial Laçador, no bairro Humaitá, na zona Norte, Vagner Leal navega entre os prédios, em um bote improvisado na área interna nos turnos da manhã e da tarde para acompanhar o volume de água represadas.

A cada milímetro que baixa, ele faz fotos e comemora no grupo de WhatsApp dos moradores, que deixaram o local. Vagner, que é pai de quatro crianças, perdeu tudo com enchente e encontrou no monitoramento uma forma de amenizar o sofrimento.