Ocorre neste final de semana a edição de 30 anos do Grito dos Excluídos em Porto Alegre. O ato ocorre em meio às celebrações de Independência do Brasil em diversas capitais do país, com o tema “A vida em primeiro lugar”. Assim como em 2023, quando foi realizado em São Leopoldo, a ação no Rio Grande do Sul também recordará as vítimas da catástrofe climática que assolou o Estado entre abril e maio deste ano.
A edição que celebra os 30 anos do Grito dos Excluídos será realizada em ruas e avenidas da Zona Norte da Capital, reunindo organizações da sociedade civil, trabalhadores e trabalhadoras, representantes de movimentos sociais, pastorais sociais em defesa da democracia, contra o racismo, e pelos direitos à saúde, à educação, à alimentação, à terra, à água, entre outros Direitos Humanos e da Natureza.
Neste sábado, o Grito dos Excluídos terá concentração, acolhida e saída na Praça dos Navegantes, às 8h30. A abertura está marcada para as 9h e, após, inicia a marcha que percorrerá a avenida Sertório, a rua Voluntários da Pátria, rua São Jorge e rua Frederico Mentz. Ao todo, serão quatro pontos de parada, na cooperativa Sepé Tiarajú, Movimento Desabafa, unidade de saúde Fradique Vizeu e Praça do Sesi, onde haverá partilha de alimento e encerramento do ato.
Em caso de chuva, todo o evento será realizado no Ginásio da Fundação Fé e Alegria, na rua José Luiz Perez Garcia, nas proximidades da Praça do Sesi. Segundo Waldir José Bohn Gass, um dos organizadores do evento no RS, a escolha da Zona Norte se deu pelas dificuldades que os moradores, empresas e cooperativas destes bairros passaram durante a enchente, além da proximidade com outras cidades da região metropolitana, como Canoas, Cachoeirinha e Gravataí.
Bohn Gass conta ainda que a marcha terá momentos em alusão às lutas por alimento, saúde, trabalho, habitação e pela vida. Além disso, a abertura do ato contará com uma ação celebrativa dos 30 anos do Grito dos Excluídos. “Não estamos inventando um grito. Nós estamos tentando ajudar a fazer com que os gritos que estão acontecendo, de resistência e de luta, eles se reverberem. Escolhemos iniciar pelo Navegantes pela questão da água. Se a gente não cuidar, a água não vai gerar vida e pode provocar a morte”, completou.
Em 2023, a caminhada do grito seria realizada nas ruas de São Leopoldo precisou ser transferido para dentro do ginásio de uma instituição religiosa da cidade em função das condições climáticas. Em 2022, a marcha percorreu algumas ruas do bairro Partenon, em Porto Alegre, com mais de 2 mil pessoas participando da ação.