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Guerra no Oriente Médio já provoca reflexos junto ao transporte público em cidades da Região Metropolitana

São Leopoldo suspendeu, no último domingo, a circulação de ônibus dentro da cidade; a medida foi anunciada pelo Consórcio Operacional São Leopoldo, responsável do serviço

Nesta segunda-feira, o Coleo informou que horários, linhas e itinerários permanecem mantidos ao longo da semana
Nesta segunda-feira, o Coleo informou que horários, linhas e itinerários permanecem mantidos ao longo da semana Foto : Pedro Selistre / Prefeitura de São Leopoldo / CP

O aumento do preço médio do litro do diesel, na última semana no Rio Grande do Sul, reajuste pressionado pela alta do petróleo em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã, aos poucos começa a mostrar reflexos junto ao transporte público da Região Metropolitana. A situação, que preocupa, também provoca debates e tem fomentado reuniões entre concessionárias e poder público na tentativa de encontrar soluções para que a população não seja prejudicada, nem pela falta do serviço e nem por aumento de tarifa. Além disso, as administrações mantêm reservas de combustíveis para que serviços municipais que dependam do diesel, não sejam afetados e nem suspensos nas cidades da região.

São Leopoldo suspendeu, no último domingo, a circulação de ônibus dentro da cidade. A medida foi anunciada pelo Consórcio Operacional São Leopoldo (COLEO), responsável do serviço. No sábado, os horários do transporte público municipal operaram em sistema de regime emergencial, reajustados para atender a população nos períodos de maior movimento.

Nesta segunda-feira, o Consórcio Operacional Leopoldense informou que os horários seguirão operando normalmente ao longo da semana. As linhas e itinerários permanecem mantidos, garantindo o atendimento regular aos usuários do sistema. No sábado, no final do dia, houve a reposição de uma carga de combustível. No entanto, o Consórcio insiste em uma nova compra para manter o estoque em dia.

Informou também que diariamente, realiza o monitoramento do estoque de combustível utilizado na operação da frota e que o acompanhamento é feito em conjunto com a Prefeitura de São Leopoldo, com o objetivo de avaliar as condições de abastecimento e assegurar a continuidade do serviço prestado à população.

O Consórcio reforça que qualquer eventual alteração na operação será comunicada previamente pelos canais oficiais. Enquanto isso, o sistema segue funcionando de forma regular para atender a demanda de deslocamento da comunidade.

MONTENEGRO TEM RESERVA TÉCNICA DE DIESEL, GARANTINDO A CONTINUIDADE DE SERVIÇOS ESSENCIAIS

A Prefeitura de Montenegro informa que acompanha de forma permanente a situação relacionada ao abastecimento de combustíveis no município. Até o momento, não há registro de falta de óleo diesel ou gasolina nos postos da cidade, embora já tenham sido identificados aumentos nos preços praticados ao consumidor.

A Secretaria Municipal de Viação e Serviços Urbanos mantém contato frequente com fornecedores e distribuidores de combustíveis, os quais informaram que, no momento, não há previsão de interrupção no fornecimento. Paralelamente, a Administração Municipal dispõe de uma reserva técnica aproximada de 2 mil litros de óleo diesel, destinada a garantir a continuidade das atividades essenciais realizadas por caminhões, máquinas e vans da frota pública. Esse volume é suficiente para assegurar cerca de uma semana de operação em condições normais.

Como medida preventiva, não está descartada a adoção de instrumentos administrativos, incluindo a possibilidade de instituição de reserva estratégica junto aos postos de combustíveis do município por meio de decreto, caso o cenário venha a se agravar. Em relação ao transporte público coletivo, a empresa responsável pela operação do sistema informou que, até o momento, não enfrentou dificuldades para manter a circulação dos veículos. Não há, portanto, previsão de suspensão de linhas ou alteração de horários.

IMPACTOS SENTIDOS EM CUSTOS OPERACIONAIS NA CIDADE DE GRAVATAÍ

A Sogil, que presta serviço de transporte municipal e intermunicipal em Gravataí, informou que acompanha de perto a recente alta do preço do diesel no Rio Grande do Sul, impulsionada pelo cenário internacional, e que isso já impacta os custos operacionais da empresa. Embora a situação atual não esteja comprometida, o contexto é instável e pode sofrer alterações.

Em nota, informou que “não é possível afirmar que não haverá impactos, assim como ainda não é possível antecipar quais seriam. O transporte público no Estado possui diferentes realidades regionais e modelos contratuais, o que faz com que eventuais efeitos variem entre os municípios. No caso de Gravataí e das linhas municipais e intermunicipais operadas pela empresa, não há, neste momento, definição de redução de horários ou serviços. Qualquer medida futura dependerá da evolução dos custos e da disponibilidade de insumos, sempre com diálogo técnico junto aos órgãos gestores e buscando evitar prejuízos à população.”

Até agora, segundo a empresa, não houve desabastecimento, mas o mercado está sendo monitorado com atualização dos protocolos. A Sogil mantém seu compromisso com a continuidade do serviço e com decisões responsáveis e transparentes.

Por sua vez, a prefeitura de Gravataí destaca que acompanha com atenção os impactos da alta internacional do petróleo sobre os custos dos serviços municipais e pondera que o diesel é insumo essencial para o transporte público, coleta de lixo, limpeza urbana, transporte escolar e para execução das máquinas de manutenção viária, e a elevação do preço já pressiona o custeio desses serviços.

Diante desse cenário, o Município avalia medidas para reequilibrar a prestação dos serviços públicos sem comprometer sua regularidade. Ajustes são inevitáveis quando o custo de insumos essenciais sobe de forma abrupta, e a Prefeitura trabalha para que qualquer decisão seja tomada de forma responsável e comunicada com transparência à população.

ESTEIO CRIA PLANO DE CONTINGÊNCIA DIANTE DO CENÁRIO

Assim como na maioria dos municípios, prefeitura de Esteio informou não há registro de desabastecimento de diesel no município, tampouco impactos diretos na operação do transporte público, que segue funcionando normalmente, sem alterações de horários ou linhas. A empresa responsável pelo serviço relatou dificuldades pontuais na aquisição do combustível. De forma preventiva, a Prefeitura mantém contato permanente com a concessionária e já estruturou um plano de contingência, que poderá ser acionado em caso de agravamento do cenário, com o objetivo de garantir a continuidade do serviço e reduzir eventuais impactos à população.

PAROBÉ MANTÉM ESTOQUE DE COMBUSTÍVEL E GARANTE AUTONOMIA

A Prefeitura de Parobé informa que não há registro de desabastecimento de combustível, nem impactos diretos no funcionamento dos serviços públicos em decorrência do aumento no preço do diesel. A administração destaca que trabalha com planejamento e mantém estoque próprio de combustível, além de contratos com fornecedores, o que garante autonomia de abastecimento da frota municipal por aproximadamente um mês. A situação vem sendo monitorada de forma permanente pelas equipes responsáveis.

Em relação ao transporte público, o serviço de Tarifa Zero é custeado pela Prefeitura, mas operado por empresa terceirizada. Não houve redução de horários ou linhas. O Município mantém contato direto com a empresa responsável, orientando para que sejam buscadas alternativas e soluções, caso necessário, a fim de evitar prejuízos à população.

NÃO HÁ INTERRUPÇÃO DE SERVIÇOS OU PRODUTOS EM GUAÍBA

O secretário de Mobilidade Urbana de Guaíba, Florindo dos Santos, disse que não há registro de desabastecimento de combustíveis na cidade. "No que se refere ao transporte coletivo municipal, informamos que não haverá redução de horários nas linhas operadas pela empresa ASSUR, permanecendo a operação normal neste momento. Quanto às linhas operadas pela empresa Expresso Rio Guaíba, a situação está sendo acompanhada pela Secretaria, porém, até o presente momento, também não há previsão de redução de horários ou de linhas, mantendo-se a prestação regular do serviço."

Segundo Santos também não há registros de interrupção ou falta de abastecimento de produtos ou serviços no município decorrentes da atual conjuntura internacional. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana segue monitorando permanentemente a situação, mantendo diálogo com as empresas operadoras do transporte coletivo e acompanhando os possíveis reflexos do cenário internacional, a fim de adotar eventuais medidas necessárias para evitar prejuízos à população.

OUTROS MUNICÍPIOS MONITORAM A SITUAÇÃO MUNDIAL

A Viação Santa Clara, que presta serviços para Novo Hamburgo, avalia adoção de medidas de contingência. Em Sapiranga, a administração esclarece que ainda não houve impacto no sistema de transporte urbano, cujo serviço é executado pela Expresso Charqueadas (através de concessão).

A prefeitura Alvorada destaca que ainda não sofreu nenhum efeito de desabastecimento ou redução de horários das linhas, cujo serviço é feito pela empresa Soul, mas não se descarta que futuramente possa sofrer. Em Campo Bom, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, informou que não houve desabastecimento até o momento.

O transporte coletivo nas cidades de Cachoeirinha e Sapucaia do Sul é operado pela Transbus. Por enquanto, não está prevista nenhuma mudança, seja em horários e rotas, ou referente à tarifa, em ambas as cidades. Não há desabastecimento de combustível nestes municípios. As Prefeituras, quanto a empresa estão atentas ao cenário. Da mesma forma, os serviços executados nas cidades não estão sendo afetados, não havendo registro de desabastecimento para máquinas e equipamentos utilizados nas atividades dos municípios.

A Prefeitura de Três Coroas informa que, até o momento, não há registro de desabastecimento no município, nem interrupção de serviços públicos em decorrência do cenário mencionado. Também não foi identificado impacto direto nas contas municipais e o fornecimento de serviços segue ocorrendo dentro da normalidade. O Município reforça que não possui sistema de transporte público municipal e que o deslocamento coletivo na região é realizado por linhas intermunicipais.

Transporte metropolitano deve ter despesa extra de R$ 700 neste mil devido à alta do diesel

A recente alta no preço do diesel deve gerar um impacto adicional estimado em R$ 700 mil somente em março para as operadoras do transporte metropolitano intermunicipal na Região Metropolitana de Porto Alegre. O valor é estimado pela Associação dos Transportadores Intermunicipais Metropolitanos de Passageiros (ATM), que reúne as operadoras. Não há neste momento risco de paralisação do sistema nem redução de linhas, segundo a entidade.

O cenário é considerado preocupante pelas operadoras, já que o transporte metropolitano convive há anos com dificuldades financeiras e não conta com uma política permanente de subsídios que ajude a garantir o equilíbrio econômico-financeiro do serviço.

Conforme destaca o presidente da entidade, José Antônio Ohlweiler, o novo aumento chega em um momento especialmente delicado para o setor. Desde a pandemia, o sistema enfrenta queda superior a 40% no número de passageiros, o que reduziu significativamente a receita das operadoras. Ao longo dos últimos anos, a perda de receita já ultrapassa R$ 300 milhões, comprometendo a capacidade de investimentos em renovação da frota e melhoria dos serviços.

Diante desse contexto, a ATM manifestou apoio à proposta aprovada pelos prefeitos da Região Metropolitana que integram a Granpal, que estão solicitando ao governo do Estado a isenção temporária do ICMS sobre o diesel utilizado no transporte coletivo, como forma de reduzir o impacto do aumento do combustível sobre o sistema e evitar reflexos no valor das tarifas.

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