Cidades

Homens morrem mais no trânsito do que as mulheres

ABRAMET/RS explica o motivo desta diferença que se mantém ao longo dos anos

80% das vítimas diz respeito ao público masculino e 20% ao público feminino
80% das vítimas diz respeito ao público masculino e 20% ao público feminino Foto : Guilherme Almeida / CP Memória

Em 2023, somente até agosto, 1060 pessoas foram vítimas fatais de sinistros de trânsito no Rio Grande do Sul. O número de homens que perderam a vida impressiona por ser muito maior comparado às mulheres. Deste total de vítimas, 80% (844 óbitos) diz respeito ao público masculino e 20% ao público feminino (216 mortes). A análise foi realizada pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego do Rio Grande do Sul (ABRAMET/RS), com base no último levantamento do Detran RS, sobre a acidentalidade fatal no trânsito no Estado.
O presidente da ABRAMET/RS, Ricardo Hegele, explica os motivos desta diferença tão abrupta. “O número de homens habilitados é maior e, em geral, eles se expõe mais aos riscos no trânsito", diz e, acrescenta, que ao longo dos anos esta grande diferença vem se mantendo. “O comportamento dos motoristas no trânsito continua sendo um grande problema no índice de mortalidade. “Os sinistros de trânsito são situações evitáveis na sua grande maioria e, invariavelmente, tem envolvimento de excesso de velocidade, uso do celular durante a direção e consumo de álcool antes de dirigir”, explica.
No RS, a faixa etária entre 65 a 74 anos é a que mais perdeu a vida no trânsito, foram 94 homens e 32 mulheres, totalizando 126 óbitos. Em seguida vem o público entre 40 a 44 anos – 82 homens e 17 mulheres, somando 99 mortes. Em terceiro no ranking das estatísticas fatais estão as pessoas entre 30 a 34 anos, totalizando 91 mortes, sendo 77 homens e 14 mulheres.
Dos óbitos, 290 foram sinistros envolvendo condutores de veículos automotores, considerando os carros, caminhões, ônibus e carretas, seguido de 272 mortes de motociclistas e de 174 pedestres, o que demonstra que quem dirige motocicletas continua liderando o ranking das mortes. “É o meio de transporte de duas rodas que mais mata no trânsito, pois infelizmente é o público mais vulnerável e que está mais exposto aos riscos”, lamenta Hegele.