O Hospital Centenário de São Leopoldo, no Vale dos Sinos, deixou de ser referência para casos de pacientes de alta e média complexidade em neurologia e neurocirurgia de outras cidades. A decisão foi comunicada à Secretaria Estadual de Saúde na manhã desta sexta-feira, e foi tomada em razão da grave crise financeira atravessada pela instituição, aliada a falta de repasses por parte do governo do Rio Grande do Sul, que inviabilizam a continuidade do serviço.
No ofício encaminhado ao Estado, a Secretaria Municipal de Saúde solicita que o hospital organize os fluxos e processos para o encaminhamento dos pacientes a outros serviços de referência em assistência em neurologia e neurocirurgia, buscando garantir, em primeiro lugar, a segurança dos pacientes e o seu direito à saúde.
Conforme a direção da Fundação Hospital Centenário, a crise financeira enfrentada pela casa de saúde, especialmente no tocante à prestação de serviços de alta complexidade em neurologia e neurocirurgia, foi notificada ao governo em 21 de julho deste ano. Para estes serviços, o Hospital recebeu do Estado, por 12 meses, a quantia mensal de R$ 180 mil.
Ainda que esse recurso fosse insuficiente para cobrir todas as despesas, o serviço foi prestado pela instituição. Ocorre que, a partir de outubro de 2016, o Estado, mesmo mantendo a habilitação do HC em alta complexidade em neurologia e neurocirurgia, não aportou mais qualquer recurso financeiro. Isso gerou um grave prejuízo financeiro à Fundação Hospital Centenário e ao Município de São Leopoldo.
Atualmente, segundo a Fundação, o Estado repassa apenas R$ 235.773,76 mensais ao Centenário, e este aporte não é específico para os serviços de alta complexidade em neurologia e neurocirurgia, sendo utilizado para os demais serviços necessários ao funcionamento da instituição.
Hospital Centenário deixa de ser referência em casos de alta e média complexidade
Casa de saúde de São Leopoldo comunicou secretaria estadual nesta sexta