O Rio Gravataí apresentou um tímido recuo na manhã desta sexta-feira em Alvorada, na Região Metropolitana. Boa parte do bairro Americana segue inundado, no entanto, ao contrário do dia anterior, já é possível acessar a pé e de carro cerca de três quadras na rua Marquês de Pombal.
Por outro lado, na rua Anita Garibaldi, há pontos em que a água atinge quase a altura do peito.
Na medida em que o bairro se aproxima do Rio Gravataí, alguns moradores utilizam balsas para locomoção. O transporte também é usado para distribuir mantimentos na vizinhança.
O mecânico João Anderson da Silva, 42 anos, mora há quase três décadas no bairro Americana. Mesmo de férias do serviço, ele decidiu voluntariamente auxiliar os vizinhos mais vulneráveis .
O morador explicou que a inundação ainda não apresenta riscos de afogamento e que, ao invés disso, os perigos são as baixas temperaturas e a água gelada. Os mais afetados são idosos e crianças.
“O pessoal de mais idade não quer entrar na água fria para fazer compras ou buscar remédios. Então, utilizamos balsas para entregar a eles tudo o que precisam. Este tem sido um meio de locomoção fundamental”, destacou o homem.
Somado aos alagamentos, o odor do esgoto infesta a atmosfera no bairro Americana. O extravasamento de arrasta musgo, lodo, algas e lixo para dentro de pátios e casas, e gera risco de proliferação de doenças.
O Arroio Feijó, que costeia o local, também apresenta elevação e preocupa os moradores, mas continua dentro do leito.