Cidades

Inicia obra de restauração do prédio do Memorial do Rio Grande do Sul em Porto Alegre

Mais de R$ 6 milhões serão investidos pelo Iphan no Novo PAC no restauro do antigo prédio dos Correios e Telégrafos que foi afetado pela enchente de 2024

Obras na estrutura, pisos e instalações elétricas devem ser completadas em ate 18 meses
Obras na estrutura, pisos e instalações elétricas devem ser completadas em ate 18 meses Foto : Camila Cunha / CP Memória

As obras de restauração do Memorial do Rio Grande do Sul já começaram. O antigo prédio dos Correios e Telégrafos, na Praça da Alfândega, em Porto Alegre, foi severamente atingido pela enchente de maio de 2024. Além do Memorial, a edificação abriga também o Museu Antropológico, o Arquivo Histórico do estado e o Espaço Cultural Correios.

A restauração, executada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em parceria com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com investimento de R$ 6,6 milhões, é uma das ações do Iphan no Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), destinado à execução de obras e elaboração de projetos de preservação do patrimônio histórico.

O prédio histórico é um importante ponto de visitação cultural e abriga documentos e exposições que contam a trajetória política, social e econômica do estado. Com a restauração, o Iphan pretende garantir a integridade estrutural e simbólica do imóvel, reforçando o compromisso com a preservação do patrimônio cultural brasileiro e com a reconstrução das áreas atingidas pelas recentes catástrofes climáticas no Sul do país.

“Estamos bastante animados com esse processo que revitalizará toda a edificação e garantirá que o Memorial siga cumprindo sua missão de preservar e divulgar a diversidade cultural do estado”, afirma Eduardo Hahn, diretor do Departamento de Memória e Patrimônio da Secretaria de Cultura do Rio Grande Sul.

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As obras incluem a restauração de coberturas, pisos, forros e esquadrias, além da modernização das instalações elétricas, sistema de climatização, recuperação dos sanitários e revitalização das fachadas. O prazo para a execução do projeto será de 18 meses.

Segundo o superintendente do Iphan no Rio Grande do Sul, Rafael Passos, a restauração do centro cultural é um marco importante na preservação do patrimônio do estado: “Com o início da obra do Memorial pelo Iphan no Novo PAC, vamos além da recuperação estrutural já prevista. As intervenções incluirão também adequações necessárias para atender às novas demandas de restauro provocadas pelas enchentes”. Passos acrescenta que a iniciativa contempla não apenas o edifício, mas se insere em um esforço mais amplo de preservação do sítio histórico protegido, que inclui a Praça da Matriz e a área do Cais Mauá.

Além das intervenções no Memorial, outras ações de recuperação de espaços culturais estão sendo planejadas para a região, confirma o diretor do Departamento de Ações Estratégicas Intersetoriais (DAEI) do Iphan, Daniel Sombra. “O Iphan vem se somando aos esforços do Governo Federal e do Governo do Rio Grande do Sul para fazer a recuperação de equipamentos culturais importantes do estado após as enchentes, como o Memorial e também o Museu da Comunicação Hipólito José da Costa (MCHJC), que receberá mais R$ 11 milhões para sua recuperação”, afirmou.