Cidades

Instituições de MG se unem ao Instituto Dunga para construir 70 casas a vítimas das enchentes no RS

Entrega simbólica de duas unidades ocorreu nesta quinta, em Porto Alegre

Christina, presidente do Servas, fez alguns dos anúncios em Porto Alegre
Christina, presidente do Servas, fez alguns dos anúncios em Porto Alegre Foto : Camila Cunha

O Instituto Galo, mais o Serviço Social Autônomo (Servas), ambos de Minas Gerais, e ainda o Instituto Dunga anunciaram a construção de 70 casas para vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, duas das quais foram entregues de maneira simbólica nesta quinta-feira, nos bairros Sarandi e Cavalhada, em Porto Alegre. Além disso, o Servas fez o anúncio de mais de R$ 1 milhão e 506 caminhões com donativos já encaminhados ao estado, por meio de campanhas locais. O evento ocorreu no Ritter Hotel, no Centro Histórico da Capital.

Estiveram presentes ainda o tetracampeão Dunga e demais representantes das entidades envolvidas, como a Santa Casa de Porto Alegre, que recebeu quase 1.500 cobertores. “Ficamos muito felizes de poder ajudar o RS. Foi muito impactante quando chegamos aqui, porque recebemos muitos agradecimentos e o reconhecimento deste povo”, disse a presidente do Instituto Galo, Maria Alice Coelho. Embora com vinculações ao Atlético-MG, a instituição, que doou R$ 550 mil, atua de maneira autônoma.

A presidente do Servas, Christiana Noronha Renault, também vice-primeira-dama de Minas Gerais, destacou que a reação dos mineiros à tragédia climática no Rio Grande do Sul não surpreende, dado o caráter solidário de seus conterrâneos. “Somos um povo hospitaleiro. Mas esta solidariedade veio de maneira avassaladora. Começamos a trabalhar em regime extraordinário, e tivemos tantas horas extras com nossos funcionários que tivemos de negociar um acordo coletivo de trabalho com o sindicato. Foi algo maravilhoso”, relatou ela.

Ainda conforme Christiana, houve grande aporte de recursos também de voluntários, que ainda se organizaram para descentralizar as doações que vinham de toda Minas. “A assistência social imediata já foi prestada. Portanto, nada mais lógico do que reconstruir casas, porque é um abrigo para quem quer reconstruir a vida. E a coisa mais importante é um teto de volta. Nos juntamos ao Instituto Dunga justamente porque eles já estão fazendo este trabalho”.

Já o instituto vinculado a Dunga uniu forças ao Instituto Edson Prates para desenvolver a Seleção do Bem, iniciativa que viabilizou as residências, voltadas em um primeiro momento a mães chefes de família, trabalhadores da Saúde e Educação, famílias de crianças com necessidades especiais, entre outros grupos mais vulneráveis. “Mas não queremos deixar de fora ninguém”, comentou Christiana.

Para Dunga, a ação é um exemplo, inclusive para outros clubes e instituições. A meta é construir cem casas, mas ainda pode ser superada, de acordo com ele. “Isto aqui é um grande marketing fazendo o bem, realizando o sonho das pessoas e trazendo felicidade a elas. Você ajudar as pessoas no momento mais delicado delas é muito gratificante. Quando alguém estende a mão pra você, te segura, te dá um abraço”, afirmou o capitão do tetra.