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Instituto Caldeira inaugura memorial e descerra placa em alusão às enchentes de maio em Porto Alegre

Evento ocorreu em meio à Virada Sustentável, que segue com programação até este domingo

Vieira junto ao mural inaugurado nesta sexta, na área externa do Instituto Caldeira
Vieira junto ao mural inaugurado nesta sexta, na área externa do Instituto Caldeira Foto : Leo Salvador / Virada Sustentável / CP

Foi inaugurado nesta sexta-feira no Instituto Caldeira, um dos locais mais atingidos pelas enchentes de maio em Porto Alegre, um memorial permanente relembrando as cheias e ainda recebida uma das dez placas do projeto Águas de Maio, criado em alusão as inundações. O evento integrou a Virada Sustentável, que está em andamento na Capital até este domingo. O memorial em si, na área externa do instituto, é composto por um painel de aço córten de 4m de comprimento por 1,60m de largura, desenvolvido pelo escultor Vinicius Vieira.

“O sentimento da criação deste mural e das placas foi a consciência de pertencimento em relação à cidade. Todas as confecções estão neste contexto. O mural em si mostra o impacto que estas águas tiveram sobre o tecido urbano. Houve muitos momentos de tristeza, mas penso que é importante demarcarmos e cuidarmos da memória para que eventos como este não se repitam”, salientou Vieira. Já as placas foram instaladas em lugares onde a enchente atingiu, como o Asilo Padre Cacique e as estações Mercado e São Pedro da Trensurb.

O próprio Caldeira criou um espaço interno com fotos e uma marcação da cheia, que chegou a 2,10m no local. Para o coordenador da Virada Sustentável, Vitor Ortiz, o evento busca conscientizar para a sustentabilidade, sem ser doutrinador. “As expressões artísticas, de fato, dizem o que precisa ser dito. E este projeto das Águas de Maio nos permitiu a criação de parcerias”, salientou ele.

O líder de Projetos Culturais do Instituto Caldeira, Eduardo Fraga, afirmou que uma das marcas do local é “olhar para fora”, para a população, além de fomentar o empreendedorismo. “Acredito que seremos este marco que vai colaborar para a revitalização e reutilização deste bairro, e a cultura está 100% conectada com isto. A Virada chega para nós quase como este primeiro momento de que as obras são para fora do instituto, para a comunidade”, disse ele.