Com perdas em função do alagamento da região do 4º Distrito, o Instituto Caldeira está promovendo iniciativas de suporte para pessoas e empresas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Na última semana, o instituto disponibilizou um canal de doação via Pix, além de formas de doações internacionais, no site www.institutocaldeira.org.br/sosrs. O valor´arrecadado, segundo a instituição, não será utilizado na reconstrução ou reparos no hub, mas sim doado para 30 jovens participantes do programa Geração Caldeira e suas famílias que foram impactados pela enchente.
O diretor executivo do Instituto Caldeira, Pedro Valério, destaca que a entidade está liderando um esforço para entender os impactos e repercussões das enchentes nas startups e empresas associadas ao instituto, principalmente aos jovens que foram capacitados e inseridos na nova economia através do Geração Caldeira. “Estamos monitorando a situação de todos os 250 alunos formados pelo programa O grande diferencial dessa ação é que as famílias receberão um cartão carregado com créditos, sem interferência de intermediários. O direcionamento de recurso se dá de forma direta para essas pessoas”, contou.
Segundo Valério, o cartão que será disponibilizado aos jovens atendidos poderá ser usado em redes varejistas para a reconstrução de casas ou compra de itens como geladeira, fogão, micro-ondas, cama etc. “Dessa forma, além da reconstrução dos lares, ajudamos a estimular a retomada da economia local”, completou o diretor executivo.
Planejamento de retomada do Instituto Caldeira
Em outra frente, o Instituto Caldeira também está articulando um plano de recuperação e reconstrução do hub. “Embora a sede física tenha sido duramente impactada, o Caldeira é muito mais do que o prédio. É toda uma comunidade, que, especialmente neste momento, tem se mostrado muito colaborativa, solidária e resiliente”, afirma Pedro.
Ainda segundo Valério, o Instituto Caldeira não tem previsão de retomada do primeiro andar do prédio, que foi a única área atingida pela água do Guaíba. Equipes do hub estão trabalhando no processo de remobilização da estrutura em conjunto com a Brigada Militar e com iniciativas de segurança privada na região.
Além disso, o instituto está fazendo uma avaliação preliminar dos impactos gerados pela enchente, para desenhar um plano de limpeza e reocupação. Outros espaços de inovação no Brasil disponibilizaram, por tempo indeterminado, um local de trabalho para as empresas que estão situadas no Instituto Caldeira. São eles a Tecnopuc em Porto Alegre; o Conexo Coworking em Caxias do Sul; a ACATE em Florianópolis; e o Cubo em São Paulo.