O caos vivido no Vale do Sinos com a interrupção do serviço do Trensurb em Esteio e pela escassez de alternativas de transporte para o deslocamento a Porto Alegre, foi menor na Capital. Operando normalmente até a Estação Mathias Velho, os terminais não apresentavam filas e tinham movimento abaixo do normal durante a manhã, justamente pela dificuldade de utilização dos usuários.
Os principais problemas foram enfrentados por usuários que, desavidos, só ficaram sabendo da limitação do serviço ao chegar nos teminais. Nas estações Mercado e Rodoviária, uma placa posicionada em frente às catracas informava sobre a restrição e sobre a ausência de ônibus que fizessem a baldeação.
A operação para a retirada dos concretos que caíram do caminhão que tombou na BR 116, foram removidos por volta das 4h da manhã até as 9h.
— Correio do Povo (@correio_dopovo) April 13, 2026
Além do concreto que caiu nos trilhos, os fios da Transurb também arrebentaram, interrompendo o serviço.
Fernanda Bassôa / Especial CP pic.twitter.com/NfMK4SLkdg
Entre os usuários que foram surpreendidos pelo problema está a babá Ana Paula da Silva. Moradora de Camaquã, no Sul do Estado, ela trabalha de segunda a quinta-feira em Novo Hamburgo, onde passa a semana. Ao chegar de ônibus na Estação Rodoviária de Porto Alegre, descobriu a impossibilidade de seguir até o Vale do Sinos de trem.
Usuários do Trensurb ficaram surpresos com a interrupção no serviço
“Ainda não sei o que fazer. Fiquei sabendo que não havia trem até Novo Hamburgo ao chegar na estação. Eu tinha que embarcar para chegar em uma hora no trabalho. Terei que buscar uma alternativa”, disse.