Cidades

Jacaré-de-papo-amarelo é monitorado pela Patrulha Ambiental da BM na zona Sul de Porto Alegre

Animal chamou a atenção de moradores do bairro Tristeza

Foto : Ricardo Giusti

O jacaré-de-papo-amarelo que circulou durante a semana por um condomínio residencial na rua General Rondon, bairro Tristeza, na zona Sul de Porto Alegre, vindo do Guaíba, voltou a aparecer nesta sexta-feira e foi flagrado pelo Correio do Povo. Ele vem chamando a atenção dos moradores desacostumados à presença de animais da espécie, que está ameaçada de extinção. O réptil, cujo monitoramento é feito pelo 1º Batalhão Ambiental da Brigada Militar (1º BABM), de maneira geral não é agressivo. 

“Em mais de 50 anos que moro aqui, nunca havia visto. Minha filha veio me avisar que havia um jacaré na água, e primeiro acreditei que fosse um tronco. Só depois de vê-lo é que mudei de opinião”, disse a aposentada Denise Ferreira Ehlers, 59 anos. Conforme a Comandante da 1° Companhia do 1° Batalhão de Polícia Ambiental, capitã Morgana Pereira, ainda não se sabe se é um único animal que tem feito as aparições no local. "É possível que seja o mesmo, é possível que tenha outro, mais de um. Estamos apurando isso. O Ibama e outros órgãos legais estão fazendo essa verificação", detalhou. 

O jacaré-de-papo-amarelo possui cor esverdeada, quase pardo, com o ventre amarelado, o focinho largo e achatado e pode medir até 3 metros de comprimento. De acordo com o Batalhão Ambiental, eles são animais de hábitos noturnos, e durante o dia formam grupos para tomar sol. De janeiro a março é seu período de reprodução, e suas ninhadas podem variar entre 30 e 60 ovos. Eles podem viver até os 50 anos. A região do Guaíba é o habitat da espécie.

“Os jacarés são animais ecologicamente importantes, pois fazem o controle biológico de outras espécies de animais, pois se alimentam dos animais mais velhos e fracos que não conseguem escapar de seu ataque”, afirmou a BM, em nota. Na Brigada Militar Ambiental, 7 profissionais estão envolvidos na operação de monitoramento na região onde o jacaré foi visto.

Enquanto os órgãos responsáveis avaliam a situação, a BM seguirá no local. "Vamos continuar monitorando a fim de manter a salvo a integridade físíca da comunidade envolvida ali na região, no bairro, assim como o bem-estar dos próprios animais", disse a capitã. A orientação da comandante é de que a população evite contato e chame a fiscalização em caso de proximidade, por se tratar de um animal silvestre. A comandante afirmou ainda que seria "aconselhado" fazer algum tipo de cercamento no local, mas que a decisão deve partir dos responsáveis pela propriedade.