Na manhã desta sexta-feira moradores de locais próximos a Lagoa dos Patos tiveram que voltar a conviver com enchente. Em São José do Norte, apesar do serviço de balsa e de lancha estar funcionando normalmente, regiões como as ruas Evilásio Setembrino Gautério e Conde de Porto Alegre a água voltou a subir nesta sexta-feira e invadiu residências.
A situação se repete em Rio Grande. Segundo o Secretário Executivo da Defesa Civil do município, Denis Antiqueira, nesta manhã o nível da Lagoa dos Patos estava em 2,01m ( 11 centímetros acima da cota de inundação), o que fez com que a água chegasse em ruas da orla. Com isto, o trânsito precisou ser interrompido em alguns locais alagados, como a Henrique Pancada, por exemplo
A Defesa Civil segue monitorando bairros como o Dom Bosquinho, o Saco da Mangueira e o Navegantes. “Temos a tendência de suba neste fim de semana, esperamos que chegue á 2,10m. A projeção é que o pico ocorra na próxima semana por aqui”, observa.
A cheia ocorre devido as chuvas em outras partes do Estado, que acabaram enchendo novamente os mananciais que ainda não haviam se recuperado totalmente da enchente de maio. Antes de chegar ao Oceano, as águas de 27 rios do Estado, obrigatoriamente passam pela Lagoa dos Patos.
Mesmo passados quase dois meses da maior enchente da história, nove pessoas ainda permanecem no abrigo público do Arraial. Todos são moradores da ilha da Torotama que ainda não conseguiram voltar para as suas casas. Na ilha dos Marinheiros não há acesso por terra, somente de barco, pois a ponte que leva até o local onde a maioria dos moradores é pescador foi danificada na enchente e ainda não há prazo para o conserto. “Para que se possa fazer alguma coisa é necessário que a água baixe”, justifica Antiqueira.