Cidades

Lancha que faz a travessia entre São José do Norte e Rio Grande segue atracada após problema em compartimento

Embarcação espera nova inspeção da Capitania dos Portos

Segundo a diretora da empresa que realiza o serviço, Susana Gautério, um dos compartimentos alagou, o que fez com que fosse necessária a medida
Segundo a diretora da empresa que realiza o serviço, Susana Gautério, um dos compartimentos alagou, o que fez com que fosse necessária a medida Foto : Susana Gautério/ Especial CP

Na manhã desta terça-feira, a lancha Brisa El Shaday, que faz a travessia entre Rio Grande e São José do Norte, pela Lagoa dos Patos, seguia atracada no Posto Marine, onde aguarda nova inspeção da Capitania dos Portos. A embarcação foi desviada para o local no final da tarde de segunda-feira, após um dos vários compartimentos do motor apresentar alagamento.

A diretora da Transnorte, empresa que realiza a travessia, Susana Gautério conta, que era uma dos cerca de 200 passageiros que estavam na lancha no momento do incidente. A embarcação tem a capacidade de 260 pessoas. “Quando vimos que ela ficou um pouco ladeada constatamos o alagamento em um dos compartimentos, decidimos atracar de forma emergencial, não por algum risco que ela fosse afundar (para isto seria necessário ter água em todos os compartimentos), mas para que as pessoas não se preocupassem”, justifica.

Ela garante que a embarcação tinha condições de chegar ao destino final. “Como estava mais ladeada, comunicamos que tinha um problema mecânico, mas a lancha é liberada pela Capitania dos Portos para o transporte e está com toda a documentação em dia”, garante.

Ela conta que espera o laudo das autoridades para que a embarcação possa voltar a operar. “Queremos provar que foi uma situação pontual, mas hoje o serviço não foi afetado”, observa.

Em nota, a Marinha informou que após o recebimento da informação da atracação emergencial, uma equipe foi até o local para realizar uma inspeção inicial. “Os tripulantes permanecem realizando procedimentos de esgoto da água embarcada. Não há registro de feridos, tão pouco qualquer situação de risco envolvendo passageiros ou tripulantes, que foram desembarcados em segurança”, relata.

A Capitania instaurará um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), com o propósito de apurar as circunstâncias e causas determinantes da ocorrência. A Marinha permanece acompanhando o caso e adotará as medidas cabíveis no âmbito de suas competências legais, em especial, no que se refere à segurança da navegação, à salvaguarda da vida humana e à prevenção da poluição hídrica.

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