O Governo Federal anunciou a destinação de R$ 96 milhões para a duplicação da BR 116, entre Guaíba e Pelotas. A portaria já foi publicada no Diário Oficial da União. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o recurso será utilizado para dar continuidade aos trabalhos nos lotes 5, 6, 7 e 8/9, que estão com serviços em andamento.
Com o aporte, a expectativa da autarquia é concluir, até o final do ano, a depender das condições climáticas, mais 20 quilômetros de três trechos descontínuos, sendo um no perímetro urbano de Camaquã; outro entre Camaquã e Cristal; e, por fim, um nas proximidades de Turuçu.
Dos 211 quilômetros contemplados no empreendimento, 180 quilômetros já foram duplicados e estão em operação. A previsão de investimento total nas obras de duplicação da BR116 é de aproximadamente R$ 2,13 bilhões. Desse montante, R$ 1,61 bilhão já foi investido.
Para lideranças investimento é resultado de pressão
Lideranças do Sul do Estado comemoraram a notícia. Para o prefeito de Camaquã, o anúncio é muito importante tanto para o Município como para toda a metade sul do Estado. "É uma obra que a nossa região espera há muito tempo. Começou em 2010 e deveria ter sido concluída em 2014. Já são mais de 12 anos de espera", observou.
Ele destaca que para a cidade, a conclusão é fundamental. "Temos dois viadutos dentro do município que estão praticamente prontos, faltando poucos detalhes e a liberação. São obras que vão trazer mais segurança viária e facilitar a vida da nossa população", explicou. Para o prefeito, a conclusão da obra de duplicação significa mais segurança, mais investimentos e consequentemente mais emprego e renda para a região. "Camaquã e toda a Metade Sul precisam dessa obra concluída. Vamos continuar acompanhando e cobrando para que esse investimento saia do papel e se transforme, o quanto antes, em desenvolvimento para a nossa gente", garante.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Camaquã (ACIC), Ênio Nunes enfatiza que a conclusão da obra dará mais segurança viária para quem trafega na rodovia. "O que nos assusta é a esquina para entrar em Tapes que não tem viaduto e os acidentes têm ocorrido quase que semanalmente. Está muito complicado e a duplicação nos dará a segurança no tráfego pela 116", opina. Ele garante que as lideranças devem continuar lutando para que a totalidade dos 211 quilômetros sejam totalmente duplicadas.
Para o Coordenador do Movimento Aliança Rio Grande e Vice-presidente de Infraestrutura da Federasul, Antônio Carlos Bacchieri Duarte, o anúncio do Governo Federal é resultado da pressão realizada. " Quando tem pressão, parece que o Governo arruma dinheiro no caixa, quando não pressionamos nada acontece", afirmou. Ele destaca que o valor de R$96 milhões é razoável para o andamento da obra, mas se preocupa com os lotes 1 e 2, próximos à Guaíba que estão parados. Segundo Duarte, no trecho de Camaquã, onde estão sendo construídos dois viadutos, em Cristal e também na entrada para o município de São Lourenço do Sul, onde há trechos para duplicar existe um canteiro de obras. "É importante seguir com a pressão, pois a obra completou 14 anos em agosto e precisa ser concluída. São 211 quilômetros que poderiam estar duplicados há no mínimo 10 anos e ela só se movimenta quando tem pressão", opinou.
O presidente da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) e prefeito de Santa Vitória do Palmar, André Selayaran também recebeu o anúncio com otimismo. "Desde 2014 estamos na busca da duplicação. Com o aporte que foi anunciado garantirá no mínimo mais 20 quilômetros de duplicação, o que melhora o nosso sistema viário e garante maior qualidade no escoamento da produção", afirmou. Ele garantiu que agora o foco segue em pressionar para a garantia de duplicação total da rodovia. "Ainda temos que esperar até , mas 2028 para que possamos ter a garantia da duplicação de toda extensão que é o nosso principal foco, atualmente", concluiu.