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Lixo produzido nas cidades da Região Metropolitana tem destino alternativo diante de bloqueio na BR 290

Bloqueio em Eldorado do Sul impede a passagens de caminhões com destino à cidade de Minas do Leão, local onde é descartado parte do lixo produzido na Região Metropolitana, incluindo Porto Alegre

Acesso à cidade de Minas dos Leões, onde é descartado a grande parte dos resíduos sólidos urbanos, está interrompido
Acesso à cidade de Minas dos Leões, onde é descartado a grande parte dos resíduos sólidos urbanos, está interrompido Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

Os bloqueios e interdições em vários pontos das estradas gaúchas provocados pelo excesso de chuva e infiltração no solo tem causado uma série de transtornos junto às comunidades que precisam obrigatoriamente deslocar de uma região para outra, mesmo diante da emissão de tantos alertas. O bloqueio total no km 132 da BR 290, no trecho de Eldorado do Sul, impede a passagens de veículos e, especialmente de caminhões com destino à cidade de Minas do Leão, local onde é descartado a grande parte dos resíduos sólidos urbanos produzidos pela população das cidades da Região Metropolitana, incluindo Porto Alegre.

A Secretaria de Serviços Urbanos da capital, por meio do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), informou que os resíduos estão sendo recolhidos normalmente pelas coletas regulares do DMLU. Em nota, informou que “os orgânicos e o rejeito são encaminhados para a Estação de Transbordo da Lomba do Pinheiro, para posterior envio ao aterro sanitário de Minas do Leão. Desde o bloqueio do trecho da BR 290, as carretas que transportam os resíduos usam rotas alternativas para o encaminhamento dos materiais. A área técnica do DMLU tem estudado novos trajetos a serem traçados caso necessário. Também está em análise a busca por outros locais licenciados para a disposição final dos resíduos. O Departamento segue monitorando a situação dos bloqueios e eventuais liberações de acessos.” A cidade de Porto Alegre coleta, em média, 1.100 toneladas de resíduos sólidos. Neste quantitativo, tem uma média de 53 toneladas que são recicláveis. O restante é de orgânicos e rejeito.

A Prefeitura de Canoas, que faz o descarte de seus resíduos em Minas do Leão - distante 93 Km de Porto Alegre - conseguiu a liberação da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para que neste período (e por tempo indeterminado) coloque seu resíduo no "transbordo" da cidade, que fica no bairro Guajuviras. Canoas produz, em média, 200 toneladas por dia.

Já em Viamão, o prefeito Nilton, Magalhães informou que a Companhia Rio Grandense de Valorização de Resíduos (CRVR), que faz o transbordo e transporte do lixo, está enviando para São Leopoldo de forma temporária e que o serviço está sendo realizado, com prejuízo, nas vias mais afetadas pelas chuvas. Na cidade são produzidas cerca de 150 toneladas de lixo por dia. Entretanto, a Administração informou que quando a chuva parar, a Administração terá que aumentar os serviços de recolhimento por alguns dias, tendo em vista acumulo durante o período da enchente.

Em Guaíba, o prefeito Marcelo Maranata informou que o município conseguiu solucionar o problema, através de um contrato emergencial. “Até que esteja restabelecida a logística para a cidade de Minas do Leão, nós estamos fazendo um contrato emergencial para este período, levando o resíduo para um aterro sanitário em outra localidade no Vale do Sinos. E por isso Guaíba está com a situação do lixo regularizada”, disse Maranata.

Em São Leopoldo, o secretário de Mobilidade e Serviços Urbanos, Sandro Lima, informou que o resíduo da cidade vai para o aterro da CRVR em São Leopoldo, mesma empresa que tem em Minas do Leão. “O nosso lixo fica em São Leopoldo. Além disso, temos uma central de triagem que faz a separação do resíduo. O que não consegue ser aproveitado para a reciclagem é encaminhado para o aterro, que fica 1 km distante da usina. Desta forma isso não nos impacta e não temos nenhum problema com relação ao recolhimento e descarte de lixo.” Em Campo Bom, a Prefeitura informou que o rejeito da cidade vai para a unidade de São Leopoldo da CRVR e, por enquanto, o recolhimento está feito de forma normal. Da mesma forma ocorre em Rolante, onde o lixo doméstico é triado e vai para São Leopoldo pela BR 116, segundo informou o diretor de Meio Ambiente, Diego Gossler.

Em Gravataí, o lixo orgânico tem como destino Minas do Leão que está com acesso interrompido por conta do bloqueio na BR 290. A Prefeitura informou que vários locais da cidade estão com restrição de acesso, o que impossibilita a entrada dos caminhões e consequentemente do recolhimento. Como o Município tem uma estação de transbordo, nesse momento, não há problemas, pois a estação servirá como alternativa provisória ao impedimento de acesso à CRVR em Minas do Leão. Ainda na quinta-feira a Administração comunicou a população quanto as dificuldades de recolhimento do lixo e pediu que colaborem não dispondo o lixo onde há restrição de acesso para coleta. O Executivo de Gravataí informou ainda que está em tratativas com a CRVR para temporariamente acessar a central de resíduos da empresa em São Leopoldo. Os serviços onde não há restrição de acesso, seguem sendo coletados normalmente em Gravataí.

DNIT inicia recuperação em Eldorado do Sul

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que técnicos da autarquia iniciaram ainda na quinta-feira os serviços para recuperar o trecho da BR 290 danificado pelas chuvas. Parte do pavimento da rodovia cedeu após o rompimento do bueiro. Os trabalhos devem durar sete dias, mas dependem de condições climáticas favoráveis para serem finalizados. No local está sendo implantado um novo bueiro composto por quatro galerias de concreto. Esta estrutura é maior que a anterior o que irá ampliar a capacidade para o escoamento da água sobre a rodovia. Após a instalação das galerias fluviais, o pavimento será recomposto e o tráfego poderá ser liberado na rodovia. Até lá, o km 132 da BR segue totalmente bloqueada.