Cidades

Médicos de Canoas decidem manter restrição de atendimentos por tempo indeterminado

Atitude foi tomada devido aos atrasos de salários, escassez de medicamentos e materiais para atendimento

Médicos estão com atendimento restritos em Canoas
Médicos estão com atendimento restritos em Canoas Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP
Médicos que atendem no Hospital de Pronto Socorro e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Caçapava e Rio Branco de Canoas decidiram manter a restrição de atendimentos em assembleia realizada nesta quinta-feira, após três dias de limitação. De acordo com o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul (Simers) a mobilização se mantém por tempo indeterminado especialmente em razão da escassez de medicamentos e materiais para atender a população.

A partir de agora somente 30% dos médicos atenderão casos considerados graves. Urgências e emergências seguirão com 100% da capacidade atual. A orientação do Sindicato é que a população de Canoas busque atendimento no HPSC ou nas UPAs somente em casos de extrema urgência.

Para demandas de baixa complexidade, a população deve procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) mais próximas. Além da escassez de medicamentos e materiais, os médicos também têm sofrido com atrasos salariais.

Contraponto

O Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp) informou que “não existe atraso no pagamento dos médicos que prestam serviço no Hospital de Pronto-Socorro e nas Unidades de Pronto Atendimento Caçapava e Rio Branco, assim como não há falta de insumos que impossibilitem que a população seja atendida. Portanto, recebe com surpresa a notícia de que será mantida a restrição no atendimento nas unidades de saúde que estão sob sua gestão”.