Médicos que atendem no Hospital de Pronto Socorro e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Caçapava e Rio Branco de Canoas decidiram manter a restrição de atendimentos em assembleia realizada nesta quinta-feira, após três dias de limitação. De acordo com o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul (Simers) a mobilização se mantém por tempo indeterminado especialmente em razão da escassez de medicamentos e materiais para atender a população.
A partir de agora somente 30% dos médicos atenderão casos considerados graves. Urgências e emergências seguirão com 100% da capacidade atual. A orientação do Sindicato é que a população de Canoas busque atendimento no HPSC ou nas UPAs somente em casos de extrema urgência.
Para demandas de baixa complexidade, a população deve procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) mais próximas. Além da escassez de medicamentos e materiais, os médicos também têm sofrido com atrasos salariais.
Contraponto
O Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp) informou que “não existe atraso no pagamento dos médicos que prestam serviço no Hospital de Pronto-Socorro e nas Unidades de Pronto Atendimento Caçapava e Rio Branco, assim como não há falta de insumos que impossibilitem que a população seja atendida. Portanto, recebe com surpresa a notícia de que será mantida a restrição no atendimento nas unidades de saúde que estão sob sua gestão”.
Médicos de Canoas decidem manter restrição de atendimentos por tempo indeterminado
Atitude foi tomada devido aos atrasos de salários, escassez de medicamentos e materiais para atendimento