Após mais de duas semanas realizando atendimentos de forma restrita no Hospital de Pronto Socorro de Canoas e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Caçapava e Rio Branco, os médicos ligados ao Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp) suspenderam as restrições nesta quinta-feira e voltaram a fazer os atendimentos e procedimentos de praxe.
A diretora do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul (Simers), Gisele Lobato, disse que a suspensão aconteceu mediante a condição de que no próximo dia 25 de janeiro não apenas representantes do Gamp e do corpo clínico do hospital, mas também e, especialmente, da Secretaria da Saúde do Município e do Executivo Municipal se façam presentes para obtenção de respostas sobre o gerenciamento e as condições de trabalho dos funcionários e médicos. A restrição dos atendimentos foi uma forma da categoria chamar atenção para os atrasos salariais e as más condições de trabalho. Os médicos também denunciam o sucateamento dos espaços, o desabastecimento de materiais e precariedade das unidades. A medida de restrição causou demora nos atendimentos. No entanto, segundo Gisele, ninguém deixou de ser atendido. O Gamp foi procurado, mas não se manifestou.
Médicos suspendem restrições nos atendimentos de saúde em Canoas
Medida teve objetivo de chamar atenção para os atrasos salariais e as más condições de trabalho