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Maior superlua de 2025 ilumina o céu de Porto Alegre

Fenômeno ocorre no ponto de maior aproximação do satélite natural da Terra

Fenômeno foi destaque sobre a Arena
Fenômeno foi destaque sobre a Arena Foto : Fabiano do Amaral

A segunda superlua de 2025 iluminou o céu de Porto Alegre nesta quarta-feira. Se o futebol não impressionou os torcedores na Arena, pelo menos o espetáculo do céu noturno apareceu sobre Grêmio x Cruzeiro. A superlua ocorre quando a lua cheia está no perigeu - ponto mais próximo da Terra em sua órbita.

O momento exato do fenômeno varia de acordo com o fuso horário de cada localidade. Ele foi registrado pela última vez em 7 de outubro e deve se repetir em 4 de dezembro.

Segundo o Observatório Nacional, a lua cheia ocorre quando o satélite natural da Terra está em oposição ao Sol - ou seja, quando ambos ficam quase alinhados em lados contrários da Terra, o que ilumina por completo a face lunar visível.

A astrônoma do Observatório Nacional, Josina Nascimento, explica que o termo “superlua” não possui uma base científica. Ele foi criado em 1979 pelo astrólogo Richard Nolle, que definiu como superlua qualquer lua cheia que ocorresse quando o satélite natural estivesse no perigeu ou até 90% próximo dele. No entanto, o critério dos 90% é arbitrário e não tem fundamento científico.

Por não se tratar de um termo científico, há divergências entre instituições astronômicas sobre o que, de fato, caracteriza uma superlua, de acordo com o Observatório Nacional. Algumas consideram que o termo se aplica às luas cheias ou novas que acontecem quando o satélite natural está a 360 mil quilômetros ou menos da Terra. Outras definem a superlua como aquela cuja fase cheia ou nova ocorre em um intervalo curto de tempo em relação ao perigeu.

Neste ano, as três superluas atendem ao critério de ocorrerem com o satélite natural a até 90% de proximidade do perigeu. No entanto, somente as superluas desta quarta-feira e de 4 de dezembro também se enquadram no critério de estarem a menos de 360 mil quilômetros da Terra.

E, considerando o parâmetro mais restritivo - em que a diferença entre a lua cheia e o perigeu deve ser menor ou igual a 12 horas - , apenas a superlua desta quarta-feira pode ser considerada autenticamente uma superlua.