Cidades

Manifestações lembram morte de jovem em Santa Cruz do Sul

Francine Rocha Ribeiro foi assassinada na semana passada

Manifestações lembram morte de jovem em Santa Cruz do Sul
Manifestações lembram morte de jovem em Santa Cruz do Sul Foto : Otto Tesche / Especial / CP
Duas manifestações realizadas na tarde desse domingo, com a participação de mais de mil pessoas, lembraram a morte de Francine Rocha Ribeiro, ocorrida no dia 12 agosto, quando ela saiu de Vera Cruz para caminhar na área do Lago Dourado, em Santa Cruz do Sul. O corpo da jovem, de 24 anos, foi encontrado na manhã do dia seguinte, na barranca do rio Pardinho, a quase 400 metros da pista de caminhadada reservatório de água. Ela foi morta por asfixia mecânica e também sofreu espancacamento na região do abdômen e teve hemorragias internas.



As manifestações na tarde desse domingo também foram pelo fim da violência contra as mulheres. A concentração em Santa Cruz do Sul começou por volta das 14h na Praça Getúlio Vargas. Vestidos de preto e com o símbolo do feminisno pintado no rosto com batom, cerca de 500 pessoas seguiram às 15 horas pela rua Marechal Floriano até a Praça da Bandeira, onde lembraram da morte de Francine e de outros assassinatos de mulheres na região, bem como da luta pelo fim da violência contra as mulheres.

Faixas e cartazes mostraram frases como “Somos todos Francine”, "Femicídio – realidade que queremos mudar", “Quero sair para passear e voltar segura para casa”, “Tire seu machismo do caminho que eu quero passar”, entre outras. O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher também expôs sapatos de algumas mulheres vítimas de violência. O ato ainda teve apoio de outras entidades, entre sindicatos e a União dos Estudantes Santa-cruzenses, mulheres que trabalham com poesias, música e outras formas de arte.

O ato em Vera Cruz teve a participação de cerca de 600 pessoas, inclusive familiares de Francine. A manifestação começou em frente ao ginásio Bom Jesus, nas proximidades do local onde a jovem morava com a mãe. Com balões pretos e brancos, o grupo depois seguiu em caminhada até o acesso ao Lago Dourado, onde diversas pessoas fizeram manifestações em solidariedade à família.

A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Santa Cruz do Sul, com o apoio da Polícia Civil, trabalha nas investigações para chegar ao assassino. Conforme o delegado regional, Luciano Menezes, o caso tem prioridade absoluta.