As manifestações na tarde desse domingo também foram pelo fim da violência contra as mulheres. A concentração em Santa Cruz do Sul começou por volta das 14h na Praça Getúlio Vargas. Vestidos de preto e com o símbolo do feminisno pintado no rosto com batom, cerca de 500 pessoas seguiram às 15 horas pela rua Marechal Floriano até a Praça da Bandeira, onde lembraram da morte de Francine e de outros assassinatos de mulheres na região, bem como da luta pelo fim da violência contra as mulheres.
Faixas e cartazes mostraram frases como “Somos todos Francine”, "Femicídio – realidade que queremos mudar", “Quero sair para passear e voltar segura para casa”, “Tire seu machismo do caminho que eu quero passar”, entre outras. O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher também expôs sapatos de algumas mulheres vítimas de violência. O ato ainda teve apoio de outras entidades, entre sindicatos e a União dos Estudantes Santa-cruzenses, mulheres que trabalham com poesias, música e outras formas de arte.
O ato em Vera Cruz teve a participação de cerca de 600 pessoas, inclusive familiares de Francine. A manifestação começou em frente ao ginásio Bom Jesus, nas proximidades do local onde a jovem morava com a mãe. Com balões pretos e brancos, o grupo depois seguiu em caminhada até o acesso ao Lago Dourado, onde diversas pessoas fizeram manifestações em solidariedade à família.
A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Santa Cruz do Sul, com o apoio da Polícia Civil, trabalha nas investigações para chegar ao assassino. Conforme o delegado regional, Luciano Menezes, o caso tem prioridade absoluta.