Cidades

Margs reabre com recorte renovado da exposição "Acervo em Movimento"

Até 2023, parte dos 400 trabalhos adquiridos pelo museu desde 2019 poderão ser conferidos pelo público

Convidados puderam conferir as obras expostas neste primeiro recorte do acervo
Convidados puderam conferir as obras expostas neste primeiro recorte do acervo Foto : Guilherme Almeida

Um ato reunindo autoridades e demais convidados na manhã deste sábado marcou a reabertura do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), localizado no Centro Histórico de Porto Alegre. O evento contou com a abertura de uma versão renovada da exposição “Acervo em Movimento”, intitulada “Aquisições 2019 – 2022”. Ela exibe um número superior a cem obras de mais de 60 artistas, todas elas adquiridas nos últimos quatro anos, durante a atual gestão do museu.

“O Acervo em Movimento é um programa muito exitoso, que privilegia, evidentemente, o acervo do museu, mas tem também uma característica que considero bastante relevante, que é a participação da equipe de curadoria nos recortes que vão sendo definidos para cada exposição do programa. E as aquisições tiveram muitos critérios neste período, e uma parte delas está sendo mostrada aqui”, afirmou a secretária estadual de Cultura, Beatriz Araújo, que discursou no evento.

O recorte atual de peças expostas é o primeiro de dois, com duração até março de 2023. Depois desta data, haverá um segundo, com obras que vão substituir as atuais em exibição, e cujo término será no dia 11 de junho. O Acervo em Movimento contempla parte dos 400 trabalhos adquiridos pelo museu, que tem mais de 5,7 mil itens, desde 2019. O acervo permanece aberto ao público no primeiro andar expositivo do Margs, com visitação de terça-feira a domingo, das 10h às 19h.

O diretor-curador do Margs, Francisco Dalcol, afirma que uma das responsabilidades de um museu é justamente ampliar seu acervo, e estas novidades agora estão visíveis à comunidade em geral, por meio desta rotatividade. “Pensamos neste período de seus meses para que haja esta maior amostragem dos trabalhos dos artistas, de modo que consigamos ampliar a abrangência dos trabalhos. Os critérios desta curadoria correspondem ao perfil do museu, o que proporciona um leque diversificado de obras”, explica Dalcol.

As aquisições dos trabalhos integrantes do programa, de acordo com o Margs, se deram tanto por doações por parte de artistas, particulares e instituições, compra por meio da Associação de Amigos do Margs (AAMARGS) e transferência entre museus da Sedac. O museu também afirma que houve uma significativa entrada de produções relacionadas a índices sociais de classe, raça e gênero, sobretudo, artistas mulheres e negros.