Um ato reunindo autoridades e demais convidados na manhã deste sábado marcou a reabertura do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), localizado no Centro Histórico de Porto Alegre. O evento contou com a abertura de uma versão renovada da exposição “Acervo em Movimento”, intitulada “Aquisições 2019 – 2022”. Ela exibe um número superior a cem obras de mais de 60 artistas, todas elas adquiridas nos últimos quatro anos, durante a atual gestão do museu.
“O Acervo em Movimento é um programa muito exitoso, que privilegia, evidentemente, o acervo do museu, mas tem também uma característica que considero bastante relevante, que é a participação da equipe de curadoria nos recortes que vão sendo definidos para cada exposição do programa. E as aquisições tiveram muitos critérios neste período, e uma parte delas está sendo mostrada aqui”, afirmou a secretária estadual de Cultura, Beatriz Araújo, que discursou no evento.
O recorte atual de peças expostas é o primeiro de dois, com duração até março de 2023. Depois desta data, haverá um segundo, com obras que vão substituir as atuais em exibição, e cujo término será no dia 11 de junho. O Acervo em Movimento contempla parte dos 400 trabalhos adquiridos pelo museu, que tem mais de 5,7 mil itens, desde 2019. O acervo permanece aberto ao público no primeiro andar expositivo do Margs, com visitação de terça-feira a domingo, das 10h às 19h.
O diretor-curador do Margs, Francisco Dalcol, afirma que uma das responsabilidades de um museu é justamente ampliar seu acervo, e estas novidades agora estão visíveis à comunidade em geral, por meio desta rotatividade. “Pensamos neste período de seus meses para que haja esta maior amostragem dos trabalhos dos artistas, de modo que consigamos ampliar a abrangência dos trabalhos. Os critérios desta curadoria correspondem ao perfil do museu, o que proporciona um leque diversificado de obras”, explica Dalcol.
As aquisições dos trabalhos integrantes do programa, de acordo com o Margs, se deram tanto por doações por parte de artistas, particulares e instituições, compra por meio da Associação de Amigos do Margs (AAMARGS) e transferência entre museus da Sedac. O museu também afirma que houve uma significativa entrada de produções relacionadas a índices sociais de classe, raça e gênero, sobretudo, artistas mulheres e negros.