Cidades

Meeting Jurídico da Federasul trata sobre seguros para riscos climáticos, ambientais e ESG

Debate contou com a participação dos advogados Ana Paula Santos e Pery Saraiva Neto e do, também biólogo, Ricardo Boelter Moraes

Meeting Jurídico trata sobre seguros para riscos climáticos, ambientais e ESG | Pery Saraiva Neto, advogado especialista em Seguros e Meio Ambiente
Meeting Jurídico trata sobre seguros para riscos climáticos, ambientais e ESG | Pery Saraiva Neto, advogado especialista em Seguros e Meio Ambiente Foto : Camila Cunha

Meeting Jurídico, promovido pela Federasul, debateu, nesta sexta-feira, o tema Seguros para Riscos Climáticos, Ambientais e ESG. Na mesa a advogada presidente e co-fundadora do Instituto pela Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros, Ana Paula Santos; o advogado especialista em seguros e meio ambiente, Pery Saraiva Neto, e o advogado, biólogo e mestre em Perícias Criminais Ambientais, Ricardo Boelter Moraes.

No encontro os especialistas compartilharam da necessidade urgente de uma preocupação com as alterações ambientais e os impactos devastadores que o Brasil e outras regiões enfrentam. Eles esperam que todas as experiências dolorosas sejam transformadas em aprendizado e ações efetivas.

Ana Paula destacou que as mudanças climáticas são uma ameaça séria e crescente, exacerbadas pelo conceito VUCA (volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade) e observou a necessidade urgente de estudos de vulnerabilidade para orientar ações preventivas e de mitigação.
Ela argumentou que entender e aplicar efetivamente estratégias de ESG e sustentabilidade é essencial para enfrentar esses desafios. Isso inclui compreender profundamente as dinâmicas das mudanças climáticas e seus impactos econômicos e na saúde humana.

O setor de seguros no Rio Grande do Sul pagou, até 18 de junho, quase R$ 4 bilhões de indenizações. No topo da lista estão o seguro de automóvel, residencial e agrícola. Os pagamentos solicitados às seguradoras atingiram R$ 3,885 bilhões, valor R$2,2 bilhões a mais do que o divulgado em 24 de maio, quando os registros somaram R$ 1,673 bilhão.

De acordo com Ana Paula, os seguros têm atuação transversal e um papel crucial na resiliência diante das mudanças climáticas, podendo atuar como um grande investidor de inovações e soluções sustentáveis. A advogada também destacou que o setor de seguros no Brasil possui ativos que totalizam R$ 2,1 trilhões e tem uma representação de 6,2% do PIB Brasileiro.

O o biólogo Ricardo Boelter Moraes considerou que a legislação ambiental brasileira protege muitas vezes áreas que não precisariam de tanta proteção do ponto de vista técnico e deixa de proteger áreas que realmente deveriam ter mais cuidado. Ele ressaltou a importância da proteção ambiental da paisagem, biodiversidade e estabilidade geológica. E observou que desde a enchente de 1941, o Rio Grande do Sul já tinha o conhecimento e o alerta da possibilidade de um novo episódio.

O advogado Pery Saraiva Neto destacou que o momento atual é de mitigação e de pensar no futuro. Entre as necessidades estão a importância de reduzir as vulnerabilidades, que envolvem as áreas de risco, que atualmente tem grande ocupações. Ele considerou a importância de uma construção de um sistema robusto de segurança e preparação para o enfrentamento dos eventos climáticos. Neto considerou a implementação de um seguro obrigatório para riscos climáticos.