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Menu POA de novembro debate Cidades Inteligentes

Com participação de especialistas, evento abrodou desafios da cidade de Porto Alegre

Evento aconteceu no Salão Nobre da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA)
Evento aconteceu no Salão Nobre da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA) Foto : Rodrigo Rabello / Divulgação / CP

Evento Menu POA, ocorrido nesta terça-feira no no Salão Nobre da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), teve como tema “Cidades Inteligentes”. O evento contou com a participação de três especialistas no tema, Paulo Ardenghi, CEO da Wise Innovation, Santiago Uribe, Lider da Oficina de Resiliência de Medellín e Rafael Bechelin, especialista em Cidades Inteligentes.

A presidente da Associação Comercial de Porto Alegre, Suzana Vellinho Englert destacou em sua fala de abertura a relevância de abordar o tema. “O assunto traduz o futuro que a Associação Comercial deseja e sonha para a nossa Porto Alegre. Uma cidade próspera, moderna, adequada aos novos tempos. Uma cidade que sabe se apropriar de tudo aquilo que a inteligência humana, com o seu talento, propõe e oferece”.

Na abertura do painel, Rafael Bechelin apresentou alguns dados sobre o cenário da realidade brasileira para a contextualização do tema. Entre os dados expostos estão a população que vivem em favelas composto por mais de 16 milhões de pessoas vivendo neste território, menos de 50% do esgoto é tratado, mais de 49 milhões de brasileiros vivem em domicílios sem acesso adequado ao saneamento básico e somente 53% dos municípios tem plano diretor.

As informações apresentadas mostram o quanto o cenário dos municípios é desafiador na caminhada para a transformação necessária para uma cidade inteligente. De acordo com Bechelin, é preciso entender a realidade, os desafios e a partir disso identificar as oportunidades.

Santiago Uribe participou do processo de mudança ocorrida em Medellín que levou a segunda maior cidade da Colômbia, conhecida por muito tempo como a mais violenta do mundo, para uma transformação que fez mudar seu posicionamento para uma cidade inovadora. “As melhores escolas públicas, as melhores bibliotecas estão na periferia por que se entendeu que a educação é a base para o desenvolvimento e o acesso a elas precisa estar ao alcance da população menos assistida”, explicou Uribe.

Os convidados foram unânimes ao afirmar que cidades inteligentes não estão relacionadas diretamente a tecnologia, tem relação com o capital humano, inteligência humana. A tecnologia e as inovações são ferramentas auxiliares necessárias para o desenvolvimento e aplicação de processos que contribuam para a construção de cidades inteligentes.