Os avanços feitos pelo Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) na proteção contra cheias em Porto Alegre foram os temas debatidos na edição desta terça-feira do tradicional MenuPOA, evento realizado pela Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA). O diretor-presidente da autarquia, Bruno Vanuzzi, e o diretor-executivo do Dmae, Vicente Perrone, foram os convidados para a reunião-almoço, que contou com o diretor executivo do Instituto Caldeira, Pedro Valério, como mediador.
No encontro, os dirigentes deram mais detalhes das ações e investimentos feitos em melhorias operacionais e no sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre. Além disso, eles apontaram os avanços no modelo de concessão e no futuro do Dmae. “Precisamos devolver a confiança do sistema para os moradores e empresários. As ações de curto prazo tiveram um impacto positivo na melhoria operacional do Dmae”, afirmou Perrone. “Hoje, temos um sistema mais sob controle e funcional do que em maio de 2024”, completo Vanuzzi.
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Concessão e saneamento na Capital
Ainda de acordo com o diretor-presidente do Dmae, a autarquia entende que o melhor modelo é o de contratação de uma empresa para fazer o atendimento de serviços considerados deficitários, como o de saneamento. O contrato terá metas relacionadas ao avanço do tratamento de esgoto na cidade, para atender a meta de até 90% em 2033. “Temos uma dificuldade gigantesca de avançar nesse campo, pois exige uma série de investimentos”, apontou.
Atualmente, a cobertura do tratamento de esgoto na Capital gaúcha está em pouco mais de 50%. Outras cidades de porte similar a Porto Alegre, como Niterói e Campinas, já superam a meta proposta pelo Marco Legal do Saneamento Básico. Vanuzzi entende que, por características geográficas e populacionais, com comunidades vivendo nas proximidades de águas internas, existe um risco de saúde. “A falta de saneamento é também um problema de saúde pública. E a forma como o Brasil inteiro vem endereçando essa solução são com grandes contratos”, completou.
Ele entende que Porto Alegre precisa seguir o que vem sendo feito em outros locais como forma de atender a responsabilidade ambiental. “É uma decisão que não podemos ficar adiando. Estamos perdendo tempo por discussões que não se sustentam nem no âmbito ideológico. Porto Alegre hoje tem projetos para chegar em 60%, mas definitivamente não até 90%. Já ficamos para trás em outras oportunidades. Agora é hora de resolver um tema que já deveria ter sido resolvido. Porto Alegre tem sim que acelerar o processo e essa (concessão) é a melhor forma”, concluiu.