Cidades

Mesmo com chuva, níveis dos rios Gravataí e dos Sinos continuam reduzindo na Região Metropolitana

Ambos os cursos d’água estão com captações que não sejam para o abastecimento humano suspensas

Estação de Tratamento de Água (ETA) de Alvorada, unidade da Corsan, mede o nível do Rio Gravataí
Estação de Tratamento de Água (ETA) de Alvorada, unidade da Corsan, mede o nível do Rio Gravataí Foto : Camila Cunha

Mesmo com a chuva fraca na manhã desta quinta-feira em Porto Alegre, o nível do Guaíba reduziu no final do turno para 1,22 metro, de acordo com a medição na estação Usina do Gasômetro, no Centro Histórico, da Agência Nacional de Águas (ANA). É o menor valor medido desde o último dia 28 de janeiro. A queda foi de 19 centímetros em relação ao que havia sido registrado 24 horas antes.

No Rio dos Sinos, a condição voltou a ser de alerta, com as captações que não sejam para o abastecimento humano suspensas, já que a medição no local de captação da Corsan no município de Campo Bom alcançou 1,14 metro, abaixo do gatilho de 1,20 metro. Já em São Leopoldo, o índice do Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae) estava, nesta quinta, em 1,40 metro, bem acima dos 50 centímetros de cota necessária para a suspensão.

As informações são divulgadas diariamente pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema). A suspensão anterior no Sinos havia sido no dia 25 de janeiro. No Rio Gravataí, a situação é crítica pelo segundo dia consecutivo, com a cota da captação no município de Alvorada em 1,26 metro e em Gravataí, no Passo dos Negros, em 63 centímetros.

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Com isso, também estão proibidas todas as captações não destinadas ao abastecimento humano. Ainda há uma coloração esverdeada presente no Guaíba, na saída do rio Jacuí, entre Eldorado do Sul e a margem oeste da Ilha da Pintada. Tanto o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) quanto a Fepam afirmam que, apesar disto, a água está própria. Em nota, a Fepam reforçou que, até a última quarta-feira, não havia recebido denúncia a respeito da presença excessiva de algas no Guaíba.

Segundo o órgão estadual, avisos do tipo podem ser feitos nos canais oficiais, como o site, e-mail (denuncia@fepam.rs.gov.br) ou telefone (51 98407 1735). “A identificação de um ou mais denunciantes e detalhes anexados, como fotos e vídeos, auxiliam no aumento da urgência dos atendimentos podendo, inclusive, ocorrer o acionamento de outros órgãos Ambientais para auxiliar na agilidade, como município e Comando Ambiental da Brigada Militar”, salientou ainda a Fepam.